13 de novembro de 2016 • 9:09 am

Economia

Caixa vai comprar massa falida do velho Produban: R$ 350 milhões

Grupos industriais e imobiliários de Alagoas foram responsáveis pela quebradeira do banco.

Por: Da Redação
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O Produban, banco oficial de Alagoas, está sendo negociado pelo governo de Renan Calheiros Filho (PMDB) junto à Caixa, e deve ser vendido em breve.

Produban: massa falida.

Produban: massa falida.

Protagonista de um dos maiores escândalos financeiros do país, sem agências e com um edifício-sede abandonado no centro de Maceió, o banco ganhou os holofotes em 1997, quando levou um calote de US$ 76 milhões e vendeu títulos sem valores no mercado, esquema considerado fraudulento pelo BC.

De acordo com matéria divulgada na edição impressa do jornal O Globo deste sábado (12), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ajudou o filho a renegociar a instituição falida.

A Secretaria de Estado da Fazenda afirmou que a Caixa apresentou proposta, mas não forneceu detalhes porque a operação corre em sigilo.

“Como a Caixa já administra a folha de pagamento (R$ 240 milhões) do funcionalismo alagoano, cujo contrato vence em dezembro, ela é vista como forte candidata a fechar o negócio. Isso porque quem levar a massa falida do Produban, estimada recentemente por Renan Filho em R$ 350 milhões, ficará também com a movimentação da folha de pagamento e da arrecadação do estado. Ou seja: sem o Produban, a Caixa perderia o contrato que tem hoje”, explica a publicação.

“O banco foi alvo de CPIs, na Assembleia e no Congresso, e de ações por improbidade administrativa, que ainda hoje tramitam na Justiça, contra antigos gestores públicos e privados.

Em 2002, depois de Alagoas assumir dívidas do Produban de R$ 467 milhões, em valores de 1998, a liquidação extrajudicial foi revertida para liquidação ordinária, mas o projeto de resolução aprovado pelo Senado em 2000 previa apenas a extinção do banco, que nunca ocorreu.”

O banco quebrou pelos empréstimos fraudulentos a grupos industriais e imobiliários locais, que aumentaram seus patrimônios e não liquidaram seus débitos com a instituição financeira. Coube ao governo estadual assumir as letras podres do banco para tentar salvá-lo da liquidação. Resultado: o banco quebrou e fechou e deixou no olho da rua milhares de bancários, cujas famílias até hoje amargam situações de dificuldades.

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