19 de setembro de 2015 • 12:03 am

Cotidiano

Câncer de próstata: Alagoas avança com tratamento moderno

Cirurgia por vídeo já é realizada na Santa Casa

Por: Da Redação com Assessoria
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Gastão Valença, médico.

Gastão Mendonça, médico.

O câncer de próstata é o segundo câncer mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma).

Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cânceres.

Estima-se que no ano passado 68.800 novos casos de câncer de próstata tenham sido descobertos no Brasil com um registro de 13.772 mortes.

O ideal, obviamente, é prevenir o câncer. Agora, se você recebeu o diagnóstico de tumor na próstata, o que fazer? A cura é possível? Qual o melhor tratamento?

Quem responde é o cirurgião urologista Gustavo Mendonça, do Serviço de Urologia da Santa Casa de Maceió, pioneiro na instituição em prostatectomia radical videolaparoscópica (PRV).

“A remoção cirúrgica da próstata por videolaparoscopia é o padrão ouro no tratamento do câncer em pacientes com menos de 75 anos e tumor restrito à próstata, ou seja, sem metástase”, comentou Gustavo Mendonça. A metástase ocorre quando o câncer se dissemina por outros órgãos e tecidos.

“O objetivo primário da cirurgia é a remoção do câncer. Em segundo plano, buscamos a preservação da continência urinária e da função sexual do paciente, quando possível, avaliando a função sexual prévia, idade do paciente e a extensão do tumor de próstata”, acrescentou o cirurgião.

A prostatectomia radical videolaparoscópica é um procedimento minimamente invasivo que oferece um enorme benefício aos pacientes, pois remove a glândula através de pequenos cortes com o auxílio de uma câmera que aumenta a imagem em cerca de 10 vezes.

Através de pequenos portais colocados no abdômen do paciente são introduzidos os instrumentos para realização deste procedimento.

“Com este moderno procedimento temos uma melhor visualização de toda a anatomia da próstata, melhorando os resultados em relação à ereção e à continência urinária pós-operatória. A técnica proporciona menor sangramento, menor tempo de internação, menor dor pós-operatória, menor risco de infecção, retorno mais precoce ao trabalho e melhor resultado estético”, avalia Gustavo Mendonça.

O procedimento só não é indicado em pacientes com doenças de coagulação, cirurgias abdominais anteriores extensas, que possam impedir a realização do procedimento, e falta de treinamento adequado da equipe cirúrgica.

 

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