3 de agosto de 2015 • 5:37 pm

Maceió

Casal inicia reparos na rede coletora de esgotos da bacia da Pajuçara

Companhia só não disse quem será responsabilizado pelos prejuízos aos cofres públicos.

Por: Da Redação com Assessoria
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Com a obra malfeita o esgoto extravasa.

Com a obra malfeita o esgoto volta as ruas e para o mar.

A Casal anunciou nesta segunda-feira, 03, o inicio das obras de desobstrução do interceptor da rede coletora de esgoto, na rua Quintino Bocaiúva, trecho situado entre os cruzamentos das ruas Domingos Lordesleen e Araújo Bivar, na Ponta da Terra,  com serviços de prospecção e perfuração do solo.

Esse trabalho dará acesso ao coletor que transporta o esgoto da praça Lions, na Pajuçara, para a praça 13 de Maio, no Poço. Para isto, será implantado um poço de visita (PV) e abertas três janelas de inspeção.

Estudos do corpo técnico da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) indicam que pode haver, nesse local, obstrução do coletor, o que pode contribuir para o retorno do esgoto e afloramento nos poços de visita da Jatiúca e adjacências. “Com a desobstrução, acreditamos que os casos de transbordamento de esgoto sejam reduzidos”, afirmou a gerente da Unidade de Negócio Jaraguá da Casal, Fátima Acioly.

De acordo com a gerente, o trabalho de limpeza do coletor, em um trecho de aproximadamente 100 metros, deve ser concluído nos próximos 45 dias. Durante esse período, o trânsito, no trecho em obras da rua Quintino Bocaiúva, foi interrompido.

Essa obra da Casal vai custar quase R$ 10 milhões e consiste exatamente em reparos que serão feito na obra de saneamento da bacia da Pajuçara, realizada pelo governo passado, ao custo de R$ 50 milhões e que por ter sido mal realizada gerou o mar de esgotos que tem invadido diariamente ruas da Pajuçara e da Ponta Verde, bem como contaminado trechos do mar de Maceió nesses dois bairros.

O que a Casal não disse por omissão ou conivência foi quem será responsabilizado pela companhia por mais esse prejuízo os cofres públicos, considerando que o Estado terá que gastar mais R$ 10 milhões para reparar o malfeito anterior.

 

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