15 de junho de 2015 • 6:14 pm

Cotidiano

Casal reconhece o serviço sujo realizado no saneamento da Pajuçara

Trabalho malfeito gerou o transbordo dos esgotos naorla de Maceió, poluindo o meio ambiente e agravando a saúde pública.

Por: Da Redação
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Enfim, a Casal apareceu para dar respostas a sociedade sobre o mar de esgotos que contamina toda orla de Maceió. O presidente da empresa, Clécio Falcão, reconhece que o problema existente é consequência do estrangulamento entre as estações elevatórias da praça Lions, na Pajuçara, e da praça 13 de maio, no Poço.

Problema este já denunciado aqui no eassim.net teve origem no governo passado, devido a um serviço malfeito da empreiteira que esteve à frente das obras de saneamento da bacia da Pajuçara até Cruz das Almas. O governo federal investiu R$ 50 milhões e a Secretaria de Infraestrutura do governo anterior atestou o serviço de péssima qualidade que foi realizado.

De acordo com denúncias anteriores de técnicos da Casal, a construtora Telesil enterrou a tubulação com restos de concreto dentro dos poços de visita e isso obstruiu os canos entre uma estação e outra. A vazão, segundo engenheiros,  está prejudicada e o transbordo das vias nas ruas é inevitável. Isso foi detctado pela Casal no governo passado. A empresa protocolou documento na Seinfra, mas as providências foram paliativas e o problema continua.

Nesta segunda-feira, 15, o presidente da Casal anunciou o investimento de R$ 8 milhões na construção de uma linha expressa de 2,5 quilômetros, entre a praça Lions e a 13 de maio. Segundo ele, essa linha vai permitir levar o esgoto da parte baixa da cidade até o emissário submarino.

Essa linha expressa, de acordo com o presidente da Casal, será licitada e provavelmente uma outra construtora deverá ser responsável por ela. A licitação está sob a responsabilidade, novamente da Seinfra. O prazo para a conclusão do processo licitatório é agosto.

Desta maneira, somente após esta etapa a Casal poderá realizar o serviço de ‘desassoreamento’ do coletor atual que interliga essas duas estações elevatórias e que se encontra parcialmente obstruído, provocando o transbordamento em alguns poços de visita (PVs) sempre que a vazão de efluentes aumenta. Depois deste serviço, a Casal pode garantir o pleno funcionamento do sistema de esgotamento sanitário da região da bacia da Pajuçara.

Esse era um custo que o governo estadual não contava para uma empresa considerada falida e que a diretoria anterior não teve a coragem de denunciar o malfeito às autoridades competente. Nem o ministério público por meio da Promotoria do Meio Ambiente tomou qualquer medida neste sentido.

 

 

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