16 de junho de 2015 • 2:24 pm

Cotidiano

Casal reconhece uma obra suja na bacia da Pajuçara

Governo do Estado vai gastar incialmente mais R$ 8 milhões para consertar o malfeito.

Por: Da Redação
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Com a obra malfeita o esgoto extravasa.

Com a obra malfeita o esgoto extravasa.

Enfim, a Casal apareceu para dar respostas a sociedade sobre o mar de esgotos que contamina toda orla de Maceió. O presidente da empresa, Clécio Falcão, reconhece que o problema existente é consequência do estrangulamento entre as estações elevatórias da praça Lions, na Pajuçara, e da praça 13 de maio, no Poço.

Problema este já denunciado aqui no eassim.net teve origem no governo passado, devido a um serviço malfeito da empreiteira que esteve à frente das obras de saneamento da bacia da Pajuçara até Cruz das Almas. O governo federal investiu R$ 50 milhões e a Secretaria de Infraestrutura do governo anterior atestou o serviço de péssima qualidade que foi realizado.

De acordo com denúncias anteriores de técnicos da Casal, a construtora Telesil enterrou a tubulação com restos de concreto dentro dos poços de visita e isso obstruiu os canos entre uma estação e outra. A vazão, segundo engenheiros,  está prejudicada e o transbordo das vias nas ruas é inevitável. Isso foi detctado pela Casal no governo passado. A empresa protocolou documento na Seinfra, mas as providências foram paliativas e o problema continua.

Nesta segunda-feira, 15, o presidente da Casal anunciou o investimento de R$ 8 milhões na construção de uma linha expressa de 2,5 quilômetros, entre a praça Lions e a 13 de maio. Segundo ele, essa linha vai permitir levar o esgoto da parte baixa da cidade até o emissário submarino.

Essa linha expressa, de acordo com o presidente da Casal, será licitada e provavelmente uma outra construtora deverá ser responsável por ela. A licitação está sob a responsabilidade, novamente da Seinfra. O prazo para a conclusão do processo licitatório é agosto.

Desta maneira, somente após esta etapa a Casal poderá realizar o serviço de ‘desassoreamento’ do coletor atual que interliga essas duas estações elevatórias e que se encontra parcialmente obstruído, provocando o transbordamento em alguns poços de visita (PVs) sempre que a vazão de efluentes aumenta. Depois deste serviço, a Casal pode garantir o pleno funcionamento do sistema de esgotamento sanitário da região da bacia da Pajuçara.

Esse era um custo que o governo estadual não contava para uma empresa considerada falida e que a diretoria anterior não teve a coragem de denunciar o malfeito às autoridades competente. Nem o ministério público por meio da Promotoria do Meio Ambiente tomou qualquer medida neste sentido.

2 Comentários

  1. PRESERVAR! É MAIS QUE PRECISO; PROIBIR PESCAR NÃO É PRECISO!

    Joilson Gouveia*

    As últimas chuvas, mais uma vez, desnudaram, desmascararam e demonstraram aquilo que os “amantes de Maceió” (aqueles que dizem que a amam e postam fotos sorridentes, em suas praias), mas parecem não enxergar que sua cantada, decantada, fotografada e filmada “amada e amante Maceió”- eleita, pelos internautas das redes sociais, como sendo uma das mais belas praias do Brasil, o que nos ufana enquanto caetés- está doente, debilitada, abandonada, desprezada, desprotegida e, o que é pior e mais grave, infectada.
    Há, pois, iminente ameaça e perenes riscos à balneabilidade saudável e salutar de suas águas tépidas, claras e límpidas de azul-piscina, e não somente de Maceió, mas de todo nosso litoral.
    A continuar nesse caminho, a persistir e permanecer sem os imprescindíveis, saudáveis, sanativos, salutares e saneadores saneamentos essenciais, básicos e elementares de tratamento das redes de esgotos de águas servidas e de galerias águas pluviais, que sujam, enodoam, poluem e derramam suas águas escuras e fétidas, através das inúmeras galerias que deságuam nelas e as infectam de coliformes fecais e as enchem de todo tipo de lixo e dejetos ou excrementos, poluindo e enfeando nas nossas lindas praias.
    Desse jeito, logo, logo e em muito breve, a continuar nesse descaso, seremos um lodaçal pantanoso em face da enormidade imensurável de lixo abundante em matéria plástica, lama e “línguas negras” lambendo suas praias, no fluxo e refluxo de suas marés.
    E o que tem feito o Poder Público? Nada vezes nada! Passar tratores em suas areias, são medidas paliativas, reativas e lucrativas às empresas coletoras de lixo, em nada solucionam a poluição incontida, desenfreada e descontrolada, sem falar que apenas amontoam todo o lixo nas suas areias, sobretudo no Sobral, Trapiche e Pontal. Urge a proativa prevenção, para preservação da biodiversidade: flora; fauna; lacustre-aquática-marinhas; mormente de seus humanos nativo e turistas.
    Onde o saneamento sanitário de águas servidas dos hotéis, pousadas, restaurantes, barracas, bares e residências da orla litorânea? Quem mais agride ao meio ambiente ou biodiversidade lacustre-marítima-oceânica: o lixo e os dejetos lançados nas águas ou as redes de arrastos de seus pescadores artesanais? O óleo, graxa e gasolina derramados de seus barcos ou o suor de seus pescadores? Proibir a pesca na enseada de Pajuçara evitará a poluição de suas “línguas negras”? As algas marinhas (sargaços), nessas praias, são mortas pelas poluições permanentes, desde sonora, objetos de matéria plástica, concreta e até luminária ou luminosa, pela intensa luminosidade noturna. A vida marinha não repousa nem dorme.
    Ademais, o emissário submarino, que teve sua construção reduzida a um terço da obra e triplicados seus custos, à época, já não suporta a vazão diária normal em dias ensolarados, no verão, mormente quando do período invernoso ou de precipitações de chuvas intensas de verão ou iguais às tempestades da última quinta-feira passada, que macularam, enodoaram, mancharam, sujaram e poluíram ainda mais nossos cartões postais, do Sul até o Norte, da foz do “velho Chico” até Maragogi, mas, eis que os “zeladores do Erário”, resolveram a pesca PROIBIR e sequer tentam evitar ao mar POLUIR. Não se pode mudar nada por decreto, in caso! Amar é preservar; ou não?
    Nossos rios, riachos e córregos hão de ser preservados, para não se tornarem esgotos a céu aberto, como o atual Riacho Salgadinho.
    Abr

    *JG

  2. Obra da Casal
    1 – A empresa que fez a obra com erro no passado é a mesma que está realizando a atual obra.
    2 – A Estação da Praça Lions, em ampliação, vai receber o esgoto proveniente da Rua Amélia Rosa e Jatiúca, em tubulação de quase 01 metro de diâmetro.
    3 – A nova tubulação, da Praça Lions até a 13 de maio, tem diametro de quase 50 cm.
    4 – Coo será resolvido o problema, pois a rede existente encontra-se entupida.
    5 – Existe algum erro de projeto, pois aumenta-se o volume e dimunui a tubuação.

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