9 de outubro de 2015 • 6:32 pm

Cotidiano

Caso Davi é denunciado em Brasilia e deputado pede audiência a Renan

Caso deve ser investigado no plano federal, após a apresentação do video do professor.

Por: Da Redação
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A Secretaria Nacional dos Direitos Humanos e o Ministério da Justiça decidiram voltar suas atenções para o emblemático caso Davi, em Maceió, depois que o professor universitário Magno Francisco denunciou toda a história, em Brasília.

Após ter recebido ameaças de morte por um susposto grupo de extermínio no Estado, o professor esteve em Brasília e pediu ajuda ao deputado federal Paulão, para que pudese revelar sua história às autoridades, uma vez que em Alagoas a Secretaria de Segurança Pública lhe negou as costas e fez pouco das denúncias que ele apresentou em um vídeo que divulgou no mês passado.

Magno Francisco é primo do jovem Davi Silva, desaparecido há mais de um ano. Consta no  caso que uma guarnição policial é acusada de torturar, matar e ocultar o cadáver do rapaz após ele ter sido flagrado com uma pequena quantidade de maconha, no bairro do Benedito Bentes.

Após cobrar a solução do caso junto com a família, o professor Magno Francisco, denunciou  ter sido alvo de ameaças e diz temer ser executado em Alagoas. A mãe de Davi, inclusive, dona Maria José da Silva, foi atingida por um tiro em seu local de trabalho, no Mercado da Produção, depois de ter denunciado o grupo de extermínio formado por supostos policiais militares, mas sem nenhuma atenção das autoridades competentes. Pelo contrário, o governo, por meio da assessoria, classificou o caso como denúncia “infundada”.

Cobrança – Em função dessa situação e após assistir um outro video veiculado nas redes sociais, onde policiais, torturam e violentam direito de um jovem na periferia e ainda o obrigam a dizer que “sou um escória da sociedade”, o deputado federal Paulão, membro da CPI da Violência contra Jovens Negros e Pobres, pediu uma audiência ao governador Renan Filho para tratar da questão.

Para o deputado, há indicios da existência do grupo de extermínios e ao governo cabe dar respostas a essa situação. “Eu fui procurado pelo professor Magno Francisco, em Brasília, e o levei para registrar o depoimento na Secretaria Nacional dos Direitos Humanos e agora quero saber do governador e das autoridades de segurança pública que providências serão tomadas”.

O deputado disse que está preocupado com as pessoas ameaçadas e inclusive com a família da soldado Izabelle, que foi metralhada dentro de um carro da Policia Militar. Foi o próprio pai da militar que fez a ligação da morte dela com o caso Davi, embora a Secretaria de Segurança tenha tratado a morte da soldado como um “acidente”.

 

 

 

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