13 de junho de 2017 • 6:20 am

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Casos de leptospirose ultrapassam média do ano passado em Alagoas

Desde janeiro, 20 casos já foram notificados. Mais da metade nas últimas semanas

Por: Da Redação
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Texto: Keila Wanderley – Estagiária

As águas baixaram, mas os problemas deixados pelas fortes chuvas que caíram no final de maio, em Alagoas, ainda repercutem na população. Entre eles, os casos das doenças por veiculação hídrica que crescem a cada semana. Só no final de semana passado, 7 novas notificações de leptospirose chegaram ao Hospital Escola Hélvio Auto (HEHA), localizado no bairro do Trapiche, em Maceió.

O contato com água contaminada é um canal para a doença / Foto: Keila Wanderley

Desde janeiro, já foram notificados 20 casos pelo HEHA. Sendo, desde total, 13 notificações após as chuvas. Esses números já ultrapassam os do ano passado, quando foram registrados 14 notificações e confirmados 12 casos da doença.

A situação foi tratada pela gerente técnica-médica do hospital, Luciana Pacheco, em reunião com o secretário de Estado da Saúde, Christian Teixeira, e equipes da Sesau.

A leptospirose é uma doença causada por uma bactéria presente na urina de ratos e outros animais. Nos casos de enchentes, a urina dos animais, que pode ser encontrada nos esgotos e bueiros, mistura-se as águas da chuva. Dessa forma, ao entrar em contato com a água contaminada qualquer pessoa pode contrair a doença.

Os sintomas mais frequentes são febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, podendo ocorrer vômitos, diarreia e tosse. Nos casos mais graves, é comum o paciente apresentar coloração amarelada na pele e olhos. Nessa situação, é necessária internação hospitalar para maiores cuidados.

O tratamento é feito a base de remédios. É imprescindível buscar ajuda médica para que não ocorram complicações da doença que possam levar o paciente a óbito.

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