9 de dezembro de 2015 • 3:44 pm

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Casos de microcefalia sobem para 94 e governo pode decretar emergência

Alagoas é 4º estado brasileiro com maior incidência. Cerca de 65% dos casos estão em Maceió e Santana do Ipanema.

Por: Fátima Almeida
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saúde bebeO número de casos suspeitos de microcefalia em Alagoas continua aumentando e chegou a 94, segundo Nota Técnica divulgada no início da tarde desta quarta-feira (9), pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Os números revelam seis novos registros, em apenas dois dias, já que na última segunda-feira a Sesau noticiou 88 casos registrados em todo o Estado.

No final da manhã, durante solenidade com a presença do ministro das Cidades, Gilberto Kassab, no município de Rio Largo, o governador Renan Filho (PMDB), admitiu, pela primeira vez, que pode decretar situação de emergência em decorrência da doença. Ele disse que estaria se reunindo nesta tarde com secretária de Estado da Saúde, Rozangela Wyszomirska, para discutir a possibilidade do decreto.

Além de alertar sobre a gravidade da situação, a medida serve para desburocratizar ações necessárias ao controle da doença.

Nota técnica

De acordo com os dados da Sesau, Alagoas ocupa o 4º lugar no ranking dos estados brasileiros com maior incidência de notificações de microcefalia. “As notificações recebidas pelo CIEVS/AL dão conta do registro de 94 casos de microcefalia, sendo 88 casos em recém-nascidos e 6 casos intrauterinos, além dos 3 casos registrados antes da implantação da notificação imediata, sendo:

O maior número de casos foi informado pelos serviços de saúde da capital (33) e do município de Santana do Ipanema (27 casos). Juntos, eles somam 65% das notificações registradas em Alagoas. Em seguida, vem os municípios de Arapiraca, com 7 notificações; Palmeira dos Índios com 6; Delmiro Gouveia e Penedo, com 5 registros cada um; União dos Palmares, com 3;  Murici e Maragogi, com 1 caso notificado, cada um.

Isso não significa que todos esses casos surgiram nos municípios onde foram diagnosticados e informados. Dos 27 casos notificados em Santana do Ipanema, por exemplo, apenas 7 são de residentes no município. Essa diferença acontece porque muitos pacientes de cidades pequenas acabam buscando atendimento em outras cidades da região, onde os serviços de saúde são mais estruturados.

Por origem da ocorrência

Por região de saúde e município de residência, a distribuição de ocorrências, segundo a Nota Técnica da Sesau, é a seguinte:

1ª Região – 14 casos em Maceió, 5 em Rio Largo, 1 em Marechal Deodoro, 1 em Santa Luzia do Norte, 1 em Coqueiro Seco e 1 em Pilar. Total = 23 casos;

 2ª Região – 2 casos em Japaratinga, 1 em Maragogi e 1 em Matriz de Camaragibe. Total = 4 casos

 3ª Região – 1 caso em Branquinha, 1 em São José da Laje, 1 em União dos Palmares, 1 em Ibateguara e 1 em Murici. Total = 5 casos;

 4ª Região – 2 casos em Paulo Jacinto, 1 em Chã Preta, 1 em Viçosa. Total = 4 casos;

 5ª Região – 1 caso em Teotônio Vilela. Total = 1 caso;

 6ª Região – 4 casos em Penedo e 1 em Piaçabuçu. Total = 5 casos;

 7ª Região – 7 casos em Arapiraca e 1 em Belo Monte. Total = 8 casos;

8ª Região – 2 casos em Estrela de Alagoas, 1 em Cacimbinhas, 1 em Igaci e 1 em Palmeira dos Índios.  Total = 5 casos;

9ª Região – 7 em Santana do Ipanema, 5 em São José da Tapera, 3 em Dois Riachos, 2 em Canapi, 2 em Pão de Açucar, 1 em Olivença. Total = 20 casos

10ª Região – 7 casos em Delmiro Gouveia, 3 em Piranhas, 2 em Inhapi e 1 em Pariconha. Total = 13 casos.

Os casos intrauterinos, identificados a partir de exames de ultrassonografia, estão em Porto Calvo e Arapiraca, com 2 ocorrências; Girau do Ponciano e Canapi, com 1 ocorrência em cada um. Total = 6 ocorrências.

Ranking Nacional

A situação dos registros de casos de microcefalia, divulgada pelo Ministério da Saúde em 08 de dezembro de 2015, é a seguinte: Pernambuco: 804 casos; Paraíba: 316 casos; Sergipe: 96 casos; Alagoas: 94 casos (atualizado em 09/12/2015); Rio Grande do Norte: 106 casos; Piauí: 36 casos; Ceará: 40 casos; Bahia: 180 casos; Maranhão: 37 casos; Rio de janeiro: 23 casos; Tocantins: 29 casos; Goiás: 3 casos; Mato Grosso do Sul: 9 casos; Distrito Federal: 1 caso.

 

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