27 de agosto de 2015 • 11:24 pm

Política

Cerca de 40% dos senadores respondem a processo no Supremo

Levantamento da revista Congresso em Foco inclui os três representantes de Alagoas; Confira aqui

Por: Fátima Almeida
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Um levantamento exclusivo feito pela revista Congresso em Foco, publicado no início da noite desta quinta-feira (27), mostra que pelo menos 30 dos 81 senadores da República, atualmente com mandato no Congresso Nacional, respondem a inquéritos ou ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF). Isso corresponde a cerca de 40% dos ocupantes de cadeira no Senado.

Eles são investigados por crimes de corrupção, fraude em licitações, crimes eleitorais, entre outros. E pelo menos 12 estão no foco da Operação Lava Jato, entre eles os três senadores alagoanos: Renan Calheiros (PMDB), Benedito de Lira (PP) e Fernando Collor de Mello (PTB).

É bom lembrar que o processo no Supremo não significa, de imediato, confirmação de culpa. A denúncia é feita pelo Ministério Público Federal, após investigação, e cabe ao STF, num primeiro momento, avaliar se aceita ou não os elementos acusatórios oferecidos. E somente se a denúncia for aceita, o parlamentar passa à condição de réu. Daí, o processo segue até o julgamento.

De acordo com levantamento do Congresso em Foco, já foram mais de 500 parlamentares investigados pelo Supremo desde 1988, quando foi promulgada a Constituição Federal. Apenas 16 foram condenados e quase 25% dos casos acabaram sendo arquivados pelo Tribunal, nos últimos anos, por prescrição.

O levantamento da revista Congresso em Foco também mostra as acusações que pesam sobre cada parlamentar denunciado no Supremo. Vale lembrar o que toca aos senadores alagoanos:

RENAN CALHEIROS

Calheiros: denúncias desde 2013

Calheiros: denúncias desde 2013

Denunciado em 2013, por crimes de peculato e falsidade ideológica supostamente praticados em 2007, quando também era presidente do Senado e acabou renunciando, Renan Calheiros é investigado, atualmente, em outros três inquéritos referentes à Lava Jato (3984, 3993 e 3989), por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

O presidente do Senado aparece nos depoimentos de delatores como um dos beneficiários do esquema da Petrobras. Ele nega os crimes que lhe são atribuídos e já anunciou a abertura de sigilo fiscal para facilitar as investigações.

 

 

BENEDITO DE LIRA

Benedito de Lira - AssessoriaLíder do PP no Senado, o parlamentar alagoano responde, também, a três inquéritos da Operação Lava Jato (3989, 3994 e 3989), por supstos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Segundo o que foi noticiado, a Polícia Federeal encontrou anotações na agenda do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, registros de repasses em valores de até R$ 1  milhão, que remetem a “BL”, iniciais que colocaram Benedito de Lira na lista de suspeitos. O senador nega ter recebido dinheiro de origem ilícita.

 

FERNANDO COLLOR

A investigação começou depois que a Polícia Federal encontrou no escritório do doleiro Alberto Youssef, comprovantes de depósitos bancários em favor do ex-presidente Collor, totalizando uma soma de R$ 50 mil. Porém, o empresário Ricardo Pessoa, da UTC, declarou, em acordo de elação premiada, ter repassado R$ 26 milhões a pessoas ligadas ao senador, como comissão por contrato fechado com uma subsidiária da Petrobras. Collor tem negado as acusações. Mais do que isso, tem partido para o contra-ataque, em sucessivos discursos, dizendo-se perseguido pelo Ministério Público Federal, e não tem economizado adjetivos pesados, numa guerra declarada ao procurador-geral da República Rodrigo Janot.

 

Veja aqui os senadores sob investigação

 

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