10 de julho de 2015 • 10:00 am

CINEMA

Cidades de Papel americano, Samba francês e 7 Anões alemães

Foco do grande público deve ser Cidades de Papel, mas o francês Samba merece uma chance de ser assistido

Por: Thiago Sampaio
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Cidades de Papel, Samba e As Aventuras dos 7 Anões

Cidades de Papel, Samba e As Aventuras dos 7 Anões.

O maior lançamento da semana é ‘Cidades de Papel’, mais uma adaptação do autor de ‘A Culpa É Das Estrelas’. Se antes o escritor John Green atacou com um massacre emocional no filme anterior, desta vez ele não foi cruel em sua narração. O que temos agora é um road movie, com Quentin (Nat Wolff) procurando sua vizinha hollywoodiana Margo (Cara Delevingne). Digo isto dela mais por algumas ações de cinema (a desventura vingativa de uma noite, as pistas colocadas aqui e ali), do que por algumas conclusões que telespectadores mais atentos devem perceber durante o longa.

O slogan do filme é “às vezes é preciso perder para encontrar”, mas bate muito mais com “fantasias distorcem nossa realidade”. Deve agradar e muito o público adolescente, sendo esta uma história simpática sobre a passagem para a vida adulta. Embora com bastante clichês do gênero americano.

Tendo dito isto, a melhor estreia é do francês ‘Samba’, que nada tem a ver com o estilo musical. Este é na verdade o nome do imigrante senegalês protagonizado pelo ótimo Omar Sy, em seu quarto filme dirigido por Eric Toledano. Diante do sucesso imenso de ‘Intocáveis’, é até sensato a parceria prosseguir, e se resultar em longas agradáveis como este, por que não?

Em ‘Samba‘, Omar Sy tem uma química imensa com Charlotte Gainsbourg, numa espécie de romance proibido entre o imigrante e a assistente social que o ajuda a procurar emprego, a ficar em Paris. O legal mesmo é o filme tocar bastante na questão social de uma França racista, que na vida real lida de maneira dura com os imigrantes, mas sem dar ênfase na questão racial quando o assunto é o romance entre os dois. Bem previsível, mas legal de ver.

E finalmente, ‘As Aventuras dos 7 Anões’… Terceiro filme de uma trilogia alemã, com animação 3D que nem de perto rivaliza com a de grandes estúdios e, mais agravante, nem mesmo roteiro ou bom humor possui para atingir o público mais velho. Recomendo exclusivamente para crianças que, aliás, tem opções bem melhores em outras salas, como ‘Minions‘ e ‘Divertida Mente‘.

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