20 de agosto de 2015 • 12:19 pm

Entretenimento

Cine Sesi leva diversão e arte aos moradores de Branquinha no final de semana

Projeto leva cinema de qualidade a 20 cidades do interior, com direito a pipoca quentinha e tapete vermelho.

Por: Da Redação com Assessoria
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Foto Helder Ferreira - Divulgação

Foto Helder Ferreira – Divulgação

Em sua 10ª edição em Alagoas, o projeto Cine Sesi Cultural vai contemplar o município de Branquinha, neste fim de semana, com sessões gratuitas na Praça José Gomes de Freitas, de 21 a 23 de agosto, a partir das 18h. Está na agenda a exibição dos curtas Cores e Botas, na sexta-feira; Pimenta, no sábado; e Leonel Pé de Vento, no domingo, a partir das 18h, seguidos dos longas Cine Holliúdy, A Busca, e Os Croods, na mesma sequência dos dias.

Idealizado pela diretora de criação Lina Rosa Vieira e realizado pelo Sesi, o projeto Cie Sesi Cultural tem desbravado as estradas dos estados brasileiros, levando a sétima arte a cidades que não têm salas de exibição ou que, ao longo dos últimos anos assistiram ao fechamento dos espaços de cinema, transformados em igrejas, supermercados, lojas de departamento, academias de ginástica e outras atividades mais lucrativas.

“É um trabalho de resgate do cinema e de formação de plateia”, define Lina Rosa Vieira, idealizadora e diretora do projeto, que em 2015 está completando 14 anos. “Em muitas dessas cidades, as pessoas estão tendo essa experiência pela primeira vez”, diz ela.

Em Alagoas, o projeto já esteve em cerca de 80 cidades e atingiu um público de mais de 750 mil pessoas, em nove edições. De volta ao Estado mais uma vez, o Cine Sesi percorrerá, a partir deste final de semana e até o mês de  outubro, 20 cidades do interior alagoano, com exibições às sextas, aos sábados e aos domingos, de curtas e longas metragens. Tudo de graça.

O PROJETO

Lina Rosa explica que o Cine Sesi busca equiparar a experiência cinematográfica do público da capital e do interior. “Estamos levando para o interior equipamentos de projeção e de som equivalentes aos que as pessoas que moram nos grandes centros urbanos experimentam quando vão ao cinema”, explica. São projetores de alta resolução e sonorização compatível. “Nos empenhamos para que a experiência seja rica, que deixe um gostinho de quero mais nas pessoas e uma possibilidade de surgimento ou reabertura de um novo cinema. ”.

Outro desafio, segundo a idealizadora, é montar uma programação que cative o público. As exibições acontecem na praça principal da cidade, onde são colocadas cerca de 500 lugares  e, inclusive, tapete vermelho e pipoca quentinha, feita na hora. A escolha dos longas é pautada em critérios como padrão de qualidade técnica e de conteúdo de filmes que fazem parte da produção de cinema nacional ou que valorizem profissionais brasileiros; que se enquadrem na indicação de todas as idades; e que priorizem não somente o divertimento dos espectadores, mas a formação de plateias inteligentes.

RESUMOS DOS FILMES

Cores e Botas

O curta-metragem fala de um sonho comum às meninas do final dos anos 80: ser paquita. A partir da história de Joana, uma menina negra, de classe média alta, que alimentava esse sonho quase impossível, o filme discute o preconceito racial e a influência da mídia na construção dos padrões estéticos inatingíveis. 

Pimenta

Interior da Bahia. Anos 60. Não fosse a garrafa de pimentas que seu pai ganhara de presente, seria uma tarde qualquer para Zeca. Era uma garrafa linda, mas muito perigosa. Ele tinha que se livrar dela.

Leonel Pé de Vento

Leonel nasceu pé‐de‐vento e por isso vive isolado. Quando Mariana se aproxima dele, os dois descobrem a importância da amizade e da convivência com as diferenças.

Cine Holliúdy

Interior do Ceará, década de 1970. Marcado pelo senso de humor único dos cearenses, Cine Holliúdy é inspirado no curta-metragem, premiado nacional e internacionalmente, Cine Holiúdy – O Astista Contra o Caba do Mal”.  A popularização da TV permitiu que os habitantes da cidade desfrutassem de um bem até então desconhecido. Porém, o televisor afastou as pessoas dos cinemas. É aí que Francisgleydisson entra em ação. Ele é o proprietário do Cine Holiúdy, um pequeno cinema da cidade que terá a difícil missão de se manter vivo como opção de entretenimento. 

Miriam Freeland e Joel Gomes em cena de Cine Holliudy - Divulgação

Miriam Freeland e Joel Gomes em cena de Cine Holliudy – Divulgação

A Busca

Um pai – o médico Theo Gadelha, 35 anos – é obrigado a jogar-se na estrada em busca de seu filho Pedro que desaparece no fim de semana em que completaria 15 anos. O repentino e inexplicável sumiço do filho é a última carta a desabar no castelo de Theo. Seu casamento de 15 anos com Branca acaba de ruir. Theo saiu em busca do filho, mas acaba encontrando seu pai, com quem não fala há vários anos. De cara para o pai, enxerga a si mesmo, redescobre o filho e se desarma com a mulher que nem por um momento deixou de amar. O longa conta com a direção de Luciano Moura, produção de Fernando Meirelles e Andrea Barata e roteiro de Elena Soarez. No elenco, Wagner Moura, Lima Duarte, Brás Moreau Antunes e Mariana Lima.

Os Croods

A animação da DreamWorks Animation trata as histórias de uma família pré-histórica, escondidos na maior parte do tempo dentro de uma caverna. A família é composta por: Grug, a esposa Ugga, a vovó, o garoto Thunk, a pequena e feroz Sandy e a jovem Eep. O problema é que Grug, o patriarca, é rígido com as regras que fizeram a família sobreviver durante tanto tempo no mundo, ele morre de medo do mundo exterior. A direção e roteiro é de Chris Sanders e Kirk DeMicco.

Os Croods - Divulgação

Os Croods – Divulgação

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