11 de abril de 2016 • 8:23 am

Brasil

Ciro prevê aumento da instablidade no País com impeachment de Dilma

Ele ainda disse que a proposta da Rede de antecipar as eleições é um contragolpe.

Por: Da Redação
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Pré-candidato do PDT à disputa presidencial de 2018, o ex-ministro Ciro Gomes em entrevista à revista Carta Capital disse que se a presidente Dilma Rousseff for destituída com o processo de impeachment, o país não conseguirá ter governos estáveis pelos próximos 20 anos.

Segundo ele, que é crítico do governo, mas defende que Dilma fique até 2018 no comando do país, “os problemas econômicos vão se agravar, porque haverá um componente de ilegitimidade do governante e de entreguismo aos interesses internacionais”.

“Se esse golpe for consumado, não vejo mais a possibilidade de um governo estável pelos próximos 20 anos. Repare bem, a generalização da raiva e do ódio se dá por três grandes grupos”, afirmou Ciro, enumerando as três alas como os eleitores frustrados do senador Aécio Neves (PSDB), os que sofrem as consequências da decadência econômica e da recessão e o grupo que está “chocado com a novelização” do escândalo pela grande mídia.

“Mas esses três grupos só se juntam na negação. Não tem moralidade intrínseca, não tem apego à moralidade, tanto que Eduardo Cunha se junta a essa turma na negação”, criticou Ciro.

O ex-ministro afirmou que Dilma tem condições de retomar o comando do país, caso o impeachment seja derrotado, mas que ela precisará sinalizar para o grupo que se sentiu enganado nas últimas eleições e buscar se reconciliar com os grupos sociais e políticos que deram a ela a vitória.

“(Dilma) Tem toda a condição do mundo. Basicamente, a presidente precisa sinalizar para esse grupo que se sentiu enganado nas últimas eleições, entre eles eu, e buscar uma reconciliação com os grupos sociais e políticos que lhe deram a vitória. Precisa mudar radicalmente os rumos da economia, assumir um compromisso com a produção brasileira, com os trabalhadores do País, e confrontar o que precisa ser confrontado”, disse o ex-ministro.

Ainda segundo Ciro Gomes, Dilma não deveria aguardar o desfecho do impeachment para apontar para a população a sabotagem que vem sofrendo por parte do Congresso Nacional. “Ela pode obter maiorias quando houver mérito das decisões dela, denunciando à população aquilo que for sabotagem de uma fração corrompida do Congresso. Aliás, ela deveria fazer isso hoje, não precisa esperar o desfecho do processo de impeachment”.

Questionado pela Carta Capital sobre a tese de eleições gerais para este ano, Ciro disse que a proposta é “um contragolpe com jeitão charmoso” e fez referência a Marina Silva (Rede), que vem defendendo o pleito geral. “É um contragolpe, uma marinice. Para isso prosperar, seria preciso aprovar uma emenda à Constituição, e qualquer deputado, senador ou mesmo um cidadão, que se sentir prejudicado pela interrupção dos mandatos, pode ingressar com uma ação direta de inconstitucionalidade junto ao Supremo Tribunal Federal, que seria obrigado a intervir. Claro que é um golpe muito menos enojante, menos repugnante que este pilotado por Michel Temer e Eduardo Cunha, pois entrega ao povo a soberania final. Mas é uma pura e simples marinice, um contragolpe com jeitão charmoso de chamar o povo para votar de novo”, afirmou.

1 Comentário

  1. O PODER PELO PODER
    Joilson Gouveia*
    Além de sequazes séquitos fanáticos de Paul Joseph Goebbels, aquele “ministro das comunicações” de Adolf Hitler (que, também, fora eleito democraticamente, para chegar ao “puder”) e do seu nazifacismo de cruéis verdugos, frios carrascos e assassinos sanguinários tanto quanto daquele outro regime comunista-socialista de dissimulados, escamoteados e ludibriadores facistas e adoradores de Lênin e de Antonio Gramsci, que sempre falaram e falam em “democracia e em estado de direito ou direitos humanos” – mas, “assuma o poder sem nenhum escrúpulo” -, mas adoram, cultuam, veneram e enaltecem à evoluída, profícua e proficiente “progressista democracia cubana”, onde a “alternância de poder” se restringe aos Los Hermanos Castrista, nessas seis últimas décadas. Amam-na, mas não moram lá!
    É, pois, ela (alternância de poder) que caracteriza, identifica, marca e registra o regime democrático de uma Democracia, na qual o PODER emana do povo, pelo povo, para o povo e, sobretudo, com o povo, que é exercido por seus representantes eleitos para esse fim, conforme a vontade da esmagadora maioria do povo. Fora disso, não há se falar em Democracia. In caso, a esmagadora amioria quer seu IMPEDIMENTO.
    Ademais, não basta que sejam alternados sujeitos, indivíduos ou pessoas distintas, diferentes e diversas, mas de um único partido ou de uma única ideologia, haja vista que sua hegemonia se torna, transmuda, transmuta e se transforma numa tirania de déspotas pouco ou nada esclarecidos, que “farão o diabo para não perder eleições” e, sobretudo, para não largar o osso poderoso que roem: PODER!
    Notem bem: há desemprego de mais de dez milhões de pessoas, de trabalhadores que perderam seus empregos, aditados de outros milhões que esperam pelo seu primeiro emprego e trabalho; os juros exorbitantes, escorchantes e estratosféricos (bancários e do crediário); odiosas injustificadas majorações de impostos, tributos e taxas de contribuições e de serviços de luz, água, gás de cozinha e dos combustíveis; uma inflação acima dos dois dígitos, numa economia sem rumo, sem controle e deficitária ou negativa e decrescente com seguidos PIB’s abaixo de zero e de -3,8%; os índices sociais e IDH mais baixos que a inflação, num caos nunca visto antes e de uma inescrupulosa crise ética, política, econômica e social sem precedentes e, ainda assim, os sórdidos comunapetralhistas, “petinhas” ou “petralhinhas” escarlates todos preocupados, voltados e dedicados com o anelado retorno do célere ex-ministro “mais onesto dessepaiz”, o “asceta de prístinas virtudes”, o “virtuoso” Luís LI – The Sir LILS – “o breve”, o que foi sem nunca ter sido, ou o mais brilhante e mais bem remunerado palestrante da história mundial, cujos feitos não se acham registrados em nenhum lugar do mundo virtual ou real.
    Enfim, chegaram e estão (e não querem sair) no “puder” há mais de três lustros sem nenhuma reforma – os SEM tudo continuam SEM NADA, nesses últimos treze anos – nada criaram, nem inovaram nem reformaram ou construíram, salvo nos países de ideologias semelhantes – os “milhões que tiraram da pobreza” nunca devolveram um centavo sequer – “avalia-se um programa social pelo número de pessoas que saem dele e deixam de precisar dele” – RR – aqui são mantidas legiões de miseráveis e pobres numa escravatura famélica de verdadeiros currais eleitoreiros estomacais, via BF’s.
    Mais: Os tais PAC’s todos empacados, apenas duas obras 100% concluídas. Já são treze anos sem a decantada “Transposição do São Francisco” e as tais reformas agrárias foram suspensas pelo próprio TCU, pelas escandalosas e criminosas fraudes e desvio de finalidade e de verbas.
    A despeito disso tudo, tentam a todo custo comprar aos “indecisos e contrários” ou os favoráveis ao que chamam de GOLPE e GOLPISMO – aquilo que mais usaram de 1990 a 2002 – quando isso era “um exercício pleno de cidadania e arma do povo numa Democracia”, mas, hoje, o IMPEACHMENT passou a ser GOLPE! De onde está saindo essa dinheirama toda? Há hipocrisia, cretinice, canalhice ou patifaria igual ou maior?
    “Pior que um governo corruPTo é ver um cidadão que o defende”. Não é lícito, legítimo, decente, honrado ou honesto defender a esse “governo”. Tenho dito!
    Abr
    *JG

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