12 de julho de 2017 • 8:31 am

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CLT: o leite foi derramado para a festa de gatos e ratos do Brasil

Com a lei, ‘homens de bem’ foram denunciados pelo trabalho escravo e nunca foram punidos.

Por: Marcelo Firmino
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Por enquanto fica a euforia de quem não se apercebeu que, sem proteção, as relações de trabalho entre patrão e empregado serão marcadas em um futuro bem próximo por um simples lamento.

Ao rasgarem a CLT e deixarem o lado mais fraco desta relação sem o amparo da lei, os senhores senadores se comportaram como faziam os prepostos do “coronelato” brasileiro do século 19.

Ora, em pleno século 21, com todo aparato das leis trabalhistas, foram muitos os casos espalhados pelo País de empresários que estavam submetendo seus empregados ao trabalho escravo. Entre esses empresários, foram denunciados “nobres” representantes da elite alagoana, badaladíssimos na mídia como “homens de bem”, “construtores do progresso” e outras besteiras mais. Denunciados, mas totalmente impunes.

Agora apenas pense o que não farão esses ditos “construtores do progresso”, sem o aparato da lei para proteger o trabalhador. Certamente, funções como a de administrador, gestor de pessoas ou coisa que o valha serão trocadas pela figura do tosco capataz. Não duvide.

O que se tem hoje no País, a partir da reforma trabalhista aprovada no Senado, com a extinção de direitos sagrados dos trabalhadores, é a volta ao passado distante e triste do trabalho escravo sim. E para isso os argumentos serão os mais controversos, como bem convém ao interesses de cada “homem de bem”.

A euforia dará, inevitavelmente, lugar ao lamento para quem ainda não entendeu o tamanho da gravidade da coisa, sim senhor. Reforma se faz para melhorar e nunca atrasar a vida de quem não tem como se defender.

Salário, aumento real, férias, décimo terceiro, horas extras, adicionais, etc. Tudo isso tinha proteção da lei já era difícilmo de conquistar. Imagine agora com o estabelecido pelos nossos políticos de que o negociado se sobrepõe ao legislado. Ou seja, aí é que não se vai ter mesmo.

Enfim, o resultado da votação no Congresso já estava escrito por que os interesses de deputados e senadores, muitos deles péssimos empregadores, sempre foram defender com unhas e dentes às vontades de quem lhes financiou para chegar lá.

Em suma, depois do leite derramado quem bebe ele é o gato. E os ratos também.

 

 

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