23 de março de 2017 • 5:39 pm

Brasil

CNBB condena exclusão social e a reforma da previdência de Temer

Em nota, os bispos da Igreja Católica assumem posição contra as reformas do governo

Por: Da Redação
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Preocupada com o desmonte das leis trabalhistas e da falta de proteção social aos trabalhadores brasileiros, a Igreja Católica Apóstolica Romana, por meio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) decidiu condenar a reforma da previdência do governo Michel Temer.

No duro golpe desferido contra a reforma, a CNBB diz que o governo está escolhendo o caminho da exclusão social, ao acabar com a aposentadoria especial dos trabalhadores rurais, comprometer a assistência aos segurados especiais como indigenas, quilombolas e pescadores, além de reduzir os valores de pensões para viúvas e viúvos.

Em nota, a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) assumiu sua posição contrária à reforma que, além da idade mínima de 65 anos, exige 49 anos de contribuição para o benefício integral, num país que, nesta quarta-feira, 22, decidiu matar a CLT e precarizar de vez as relações de trabalho (leia aqui).

Na nota, os bispos lembram que a previdência “não é uma concessão governamental ou um privilégio”, mas sim um direito assegurado na Constituição de 1988.

No mesmo documento, o cardeal Sergio da Rocha, o arcebispo Murilo Krieger e o bispo Leonardo Steiner convocam os “cristãos e pessoas de boa vontade” a se mobilizarem.

“Deus nos abençoe”, diz ainda o documento.

No último dia 15, mais de 1 milhão de brasileiros foram às ruas contra o fim das aposentadorias.

 

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