30 de outubro de 2016 • 5:45 pm

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Collor, a abstenção nas eleições do País e os dutos do ‘petrolão’

O senador está processado na Operação Lava Jato, acusado de corrupção

Por: Marcelo Firmino
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O senador Fernando Collor (PTC) comentando os altos índices das eleições deste ano disse que se trata de “um aviso ao político de que não estamos atendendo às expectativas do eleitorado”.

E acrescentou: “isso representa a descrença do eleitor com a política nacional”.

Pasmem!

O senador Collor faz a leitura dele como se fosse um cidadão equidistante desse processo e do atual – e bem peculiar – momento político brasileiro.

A leitura é real. Uma grande parcela do povo está, de fato, desencantada com o meio político sim.

Mas é verdadeiro dizer que o senador alagoano simboliza esse desencanto, principalmente pelos acontecimentos recentes em seu currículo, a partir dos processos que responde na Operação Lava Jato.

Na semana passada o Supremo Tribunal Federal retirou o segredo de justiça dos processos originados no Ministério Público Federal contra o senador, onde ele foi denunciado em agosto de 2015 sob a acusação de ter recebido mais de R$ 29 milhões em propina  entre 2010 e 2014, por meio de contratos envolvendo postos e distribuição de combustíveis firmado entre a BR Distribuidora e a Derivados do Brasil, em um caso, e entre a BR Distribuidora e a UTC Engenharia, em outra operação.

E mais: Segundo a imprensa nacional divulgou o relator da Operação Lava Jato no Supremo, Teori Zavascki, determinou no processo que Collor devolva aos cofres da União R$ 154,75 milhões do esquema de corrupção.

Portanto, o senador manifestar-se como um grande altruísta nessa história é conto da carochinha. Está mais que claro que a rejeição da sociedade ao processo eleitoral é justamente devido ao livre trânsito que tinha o senador Collor e muitos companheiros dele pelos dutos do “petrolão”, que conduziram a destinos nada nobres bilhões e bilhões de dinheiro público.

Isso, evidentemente, ninguém aguenta mais.

 

 

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