2 de dezembro de 2016 • 5:27 pm

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Collor fecha acordo com o Bradesco e garante a posse de Lamborghini

O veículo foi comprado em 2014 por R4 3,2 milhões

Por: Da Redação
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O senador e ex-presidente Fernando Collor (PTC-AL) fechou um acordo amigável com o Bradesco e se livrou do risco de ter sua Lamborghini Aventador apreendida por atraso no pagamento de parcelas do financiamento.

O entendimento consta de processo que o banco movia contra a Água Branca Participações, empresa de Collor que tomou o financiamento. As informações são do jornal O Globo.

Lamborghini: agora no acordo

Lamborghini: agora no acordo

O veículo foi comprado em 2014 por R$ 3,2 milhões. Metade do valor foi paga no ato, em dinheiro vivo. O senador financiou a outra metade em 60 parcelas mensais de R$ 39,3 mil. A mensalidade é superior ao salário do ex-presidente no Senado, que é de R$ 33,7 mil. Alegando que Collor lhe devia R$ 1,2 milhão, o Bradesco queria a devolução do veículo. Mas desistiu após o acordo.

“O banco exequente noticia que o débito objeto desta demanda foi objeto de composição amigável. Assim, houve carência superveniente. Não há mais interesse processual para justificar o prosseguimento desta demanda”, escreveu a juíza Juliana Amato Marzagão, do Tribunal de Justiça de São Paulo, em decisão da última segunda-feira, conforme o Globo.

O Lamborghini foi um dos carros luxuosos apreendidos pela Polícia Federal, na Operação Lava Jato, na Casa da Dinda, residência do ex-presidente em Brasília no ano passado, a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Na época, o desfile dos veículos do parlamentar chamou a atenção. Também faziam parte da frota do senador uma Ferrari 458, um Bentley Flying e um jipe Range Rover. Os veículos custaram, ao todo, R$ 6,2 milhões, segundo as investigações da Lava Jato.

Um laudo da PF que integra o inquérito contra Collor no Supremo Tribunal Federal (STF), por corrupção e lavagem de dinheiro, indica que o senador usou dinheiro de propina na compradesses carros. O ex-presidente é alvo de denúncia no STF, acusado de receber R$ 26 milhões em cinco anos, decorrentes de suborno em negócios relacionados à BR Distribuidora. Por decisão do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato, os veículos foram devolvidos ao senador. A decisão dele foi confirmada pela 2ª Turma do STF.

A PGR pedia que os veículos fossem alienados e leiloados para ressarcir os cofres públicos. Por unanimidade, porém, os ministros entenderam os bens devem continuar em poder de Collor para que os carros sejam preservados para futura venda, em caso de condenação do senador. No caso da Lamborghini, devido ao atraso no pagamento das parcelas do financiamento, Collor constava como fiel depositário do carro. O Bradesco chegou a pedir no mês passado ao órgão autorização para apreender o veículo. Mas o acordo amigável entre o parlamentar e o banco acabou com esse risco.

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