29 de outubro de 2015 • 7:34 am

Justiça

Collor, Gazeta e TV Gazeta, afiliada da Globo, com sigilos fiscal quebrados

O Collor é acusado de ter recebido R$ 3 milhões de propina do esquema de desvio da Petrobrás.

Por: Da Redação
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O senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB-AL), um dos políticos que virou alvo dos desdobramentos da operação “lava jato”, teve seu sigilos bancário e fiscal quebrados por decisão do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal.

Além de Collor, 12 empresas da Organização Arnon de Mello e da própria família do senador, entre elas o Jornal Gazeta e a TV Gazeta, afiliada da Rede Globo de Televisão.

A quebra havia sido solicitada pela Procuradoria Geral da República. O doleiro Alberto Youssef, um dos principais delatores da “lava jato”, disse que Collor recebeu cerca de R$ 3 milhões em propina em um negócio da BR Distribuidora, empresa subsidiária da Petrobras. Já o senador declarou em nota que os relatos “padecem de absoluta falta de veracidade e credibilidade”.

Collor acusado de receber R$ 3 milhões 

Zavascki também decretou a quebra do sigilo bancário de Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos, que foi ministro de Collor no período em que ele estava na Presidência da República (titular da Secretaria de Assuntos Estratégicos) e é dono da GPI Participações e Investimentos, que mantinha negócios com Youssef.

A decisão vale para o ex-deputado João Pizzolatti (PP-SC), de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo. Youssef afirmou que o ex-deputado atuava na “operacionalização do esquema de corrupção” de forma “estável e perene”.

Collor tem feito uma série de críticas ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Na última terça-feira (12/5), ele protocolou quatro representações no Senado que podem resultar em processo de impeachmentcontra Janot.

Segundo o senador, o chefe da PGR agiu sem critérios ao solicitar investigações de políticos da “lava jato”; praticou abuso de poder ao ter solicitado busca e apreensão no gabinete do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ); tentou se autopromover ao posar para foto com manifestantes; e autorizou gastos públicos abusivos de membros do Ministério Público.

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