12 de abril de 2017 • 9:23 am

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Collor, Lula, Dilma, Temer e FHC: o comando geral da propina no País

Eles foram delatados na Lava Jato e serão investigados pela justiça

Por: Marcelo Firmino
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Com 8 ministros investigados na Lava Jato, o governo de Michel Temer, que começou com cheiro ruim, apodreceu de vez. O próprio Temer é citado em duas delações premiadas, mas ainda não investigado.

Mas, a lista do ministro Fachin colocou na vala comum governistas e oposicionistas, de ontem e de hoje, ao citar quatro ex-presidentes da República suspeitos de envolvimento com a corrupção. O único investigado no STF é Fernando Collor de Mello.

Os quatro presidentes: no jogo da propina

Mas, para acabar de vez com a áurea de santidade dos tucanos, aparece na lista, o guru maior, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, como recebdor de propina. Os autos envolvendo FHC foram encaminhados a Justiça Federal em São Paulo, uma vez que ele não tem mais o privilégio de ser investigado pelo STF.

FHC foi delatado por Emílio Alves Odebrecht, que relata o pagamento de “vantagens indevidas ao ex-presidente”.

Os ex-presidentes, Lula e Dilma, estão na lista mas ainda não denunciados. Lula é alvo de seis pedidos de investigação, todos envolvendo o sitio de Atibaia.

O tecido em amostra hoje da política nacional é este. E assim sempre foi.

O pior é que não há perspectivas de mudanças reais nesse tear, considerando que, praticamente, toda República adota a mesma prática nociva aos interesses públicos. Mudam-se os nomes e os procedimentos são os mesmos.

E agora? Um congresso mais que corrupto arrancou Dilma Rousseff do poder com o argumento de que estariam erradicando a corrupção do País, ao som de bate panelas, histeria coletiva, ódio, demonização partidária, entre outros tipos de intolerância que brotaram do seio da sociedade, e o que se viu depois foi a lama atingir a todos.

Agora, o País tem um governo putrefato exalando sua essência abominável para todos os lados, com um chefe de plantão que já não manda nem na garagem da carrocinha do lixo planaltino.

Depois de tudo isso, em Brasília estão todos a dizer: “não existem fatos, só existem histórias”, tal como no texto de João Ubaldo Ribeiro.

Então, a nós mortais, só nos resta mesmo dizer: Viva o Povo Brasileiro!

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