20 de agosto de 2015 • 6:32 pm

Maceió

Colostomizados denunciam Rui Palmeira na Defensoria Pública Estadual

Segundo a Associação dos Colostomizados desde janeiro está atrasada a entrega das bolsas em Maceió.

Por: Da Redação com Assessoria
Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterEmail this to someone
Rui denunciado por falta de apoioa saúde

Rui denunciado por falta de apoioa saúde

Dependentes de bolsas de colostomia, pacientes afirmam não receber o material por parte da Secretaria de Saúde de Maceió há mais de dois meses. Eles denunciaram o prefeito Rui Palmeira (PSDB) na Defensoria Pública.

Disseram na defensoria que estão presos em suas residências devido a falta de assistência e descaso com a saúde da Prefeitura de Maceió. Os representantes da Associação de Colostomizados de Alagoas, Expedita Gomes da Costa, Maria Pereira da Silva e José Pereira Vasconcelos reuniram-se nesta quinta-feira, 20, com o  defensor público Ricardo Melro, Coordenador do Núcleo de Direitos Difusos e Coletivos da Defensoria Pública Estadual.

Segundo Expedita Gomes da Costa, desde janeiro a entrega das bolsas estaria atrasando e em julho cessaram completamente. “Estamos enfrentando atrasos no recebimento desde o início do ano, mas em julho as  entregas cessaram completamente e não há informações sobre quando elas chegarão. Todos os dias recebo ligações de ostomizados aos prantos, eles precisam sair, resolver suas vidas, mas não podem e quando o fazem sem as bolsas ficam sujeitos a  humilhações e constrangimentos”, desabafa a presidente.

Os ostomizados contam ainda que muitos pacientes estão recorrendo a sacolas plásticas comuns e até toalhas para armazenar e limpar as fezes e urina que saem de seus estomas sem controle, situação que os expõem ao perigo de infecções e complicações médicas. “Quem tem dinheiro para arcar com as bolsas faz sacrifícios, quem não tem acaba preso em casa ou cria gambiarras para contornar a situação”, expõe a associada Maria da Silva.

Ainda de acordo com a associação, a falta de bolsas tem afetado a vida de aproximadamente 200 pessoas, cada uma delas usaria em média 10 bolsas por mês, a um custo médio de R$ 17,00, cada.

Para o defensor público Ricardo Melro, a falta de bolsas de colostomia é um absurdo. “É uma situação de total descaso, representa omissão e insensibilidade por parte daqueles que devem servir ao povo. Estamos diante da completa falta de planejamento, as autoridades culpam a burocracia, que na realidade virou o grande bode expiatório do poder público.”, argumenta Melro.

O defensor pretende ingressar com uma ação coletiva requerendo o restabelecimento da distribuição das bolsas de colostomia o mais rápido possível. “Existe um cadastro, sabe-se a demanda, conhece-se o tempo que o estoque vai durar e mesmo assim deixam faltar, é um desrespeito com o pagador de impostos, não somente os deixam sem o material, como também sem informações, só restando a Defensoria Pública exigir judicialmente a regularização da situação, e sendo necessário o bloqueio de valores”, encerra o defensor.

As bolsas são utilizadas por pessoas que passaram por procedimentos médicos como a colostomia, ileostomia, urostomia ou colostomia úmida, no qual se exteriorizam derivações intestinais e/ou urinárias como o cólon ou íleo para a saída das fezes e urina, que é chamado de estoma. Esse procedimento pode ser realizado de forma definitiva ou de forma provisória, dependendo do tipo de tratamento.

 

Deixe o seu comentário