5 de julho de 2016 • 7:50 pm

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Com aval de Temer partidos vão livrando Cunha da cassação do mandato

Os líderes partidários determinaram um “recesso branco” para não votarem parecer do Conselho de Ética.

Por: Da Redação
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Com o aval do presidente interino, Michel Temer, os líderes governistas na Câmara dos Deputados impuseram o chamado “recesso branco” já  a partir da semana que vem, exatamente para adiar a possibilidade de o Plenário votar o processo de cassação de mandato do presidente afastada da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ainda em julho.

Cunha: nova manobra para arquivar cassação.

Cunha: nova manobra para arquivar cassação.

Na manhã desta terça-feira (5), foi entregue na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) o parecer sobre o recurso de Cunha que pede a anulação da tramitação do processo de cassação dele no Conselho de Ética da Câmara. O relator do caso, deputado Ronaldo Fonseca (PROS-DF), entregou o parecer ao presidente da CCJ, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), mas seu voto final só será conhecido nesta quarta-feira (6).

Diante do cenário, o parecer de Fonseca só deverá ser votado pela comissão no próximo dia 12. A expectativa é que um pedido de vista seja feito após a leitura do parecer, o que levaria a votação para a próxima semana, praticamente impedindo a votação no plenário.

Durante a reunião de líderes, o PT e o PCdoB anunciaram obstrução geral, protestando contra o que chamaram de “manobras” para atrasar a conclusão do processo. “Estamos em obstrução enquanto Eduardo Cunha não for cassado”, resumiu o vice-líder do PT, Henrique Fontana (RS).

A oposição defende a aceleração do procedimento na CCJ para tentar votar a cassação de Cunha no plenário ainda na próxima semana, antes do início do recesso. “Deveríamos acelerar o processo de cassação de Eduardo Cunha e consequentemente o processo de escolha para um novo presidente da Casa”, defendeu Fontana.

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