31 de julho de 2015 • 1:08 am

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Com foco nas eleições de prefeitos e vereadores, partidos se organizam para 2016

Embora pareça longe, é hora de ampliar quadros, acolher filiações e organizar as candidaturas para as próximas eleições.

Por: Fátima Almeida
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A um ano e dois meses das eleições municipais, os partidos políticos se organizam para conquistar ou ampliar, como podem, seus espaço nas prefeituras e câmaras de vereadores. Entre grandes ou pequenos, a ordem é se fortalecer. E embora pareça longe, é hora de ampliar quadros, acolher filiações, construir alianças e organizar o ninho das candidaturas que disputarão as eleições de 2016.

Nesse caminho, alguns perdem, outros ganham. E nem todo flerte acaba em namoro.

No PSDB, partido que até dezembro passado era governo em Alagoas, tem tucano batendo asas para outros ninhos. O prefeito Rui Palmeira recebeu convite, chegou a conversar com lideranças locais e nacionais do PSB, sobre a possível ida para o partido de Eduardo Campos, mas recuou. Esta semana ele afirmou que fica mesmo no ninho tucano.

Ainda assim, o partido do ex-governador Teotônio Vilela, o mesmo que abalou a candidatura de Dilma Rousseff (PT) e por pouco não chegou à Presidência da República, com a candidatura de Aécio Neves, vem perdendo forças em Alagoas. E isso não é de agora. O PSDB não conseguiu – ou não quis – sequer lançar uma candidatura competitiva ao governo do Estado na eleição passada. E nem se empenhou em fortalecer a candidatura de Julio Cézar, vereador por Palmeira dos Índios, que, diga-se de passagem, surpreendeu na campanha e ultrapassou a casa dos 100 mil votos, batendo chão com suas próprias pernas. Mérito seu.

Agora ele se prepara para disputar a prefeitura de Palmeira dos Índios, mas por outro partido. Julio analisa com cautela uma saída sem ter que perder o restante do mandato de vereador, mas já manifestou que está mesmo decidido deixar o PSDB. E não é o único. Semana passada, o prefeito de Anadia, Paulo Dâmaso, trocou o ninho tucano pelo PMDB. Julio Cézar ainda não decidiu onde vai pousar, mas disse que o ex-governador Teotonio Vilela Filho está junto com ele, na busca de uma saída honrosa.

Teo Vilela e Álvaro Machado, do PSDB, em visita à presidência do TRE (Foto: Assessoria TRE)

Teo Vilela e Álvaro Machado, do PSDB, em visita à presidência do TRE (Foto: Assessoria TRE)

VISITA DE CORTESIA

Coincidência ou não, nesta quinta-feira (30) o ex-governador Teotonio Vilela, acompanhado de seu fiel escudeiro, o ex-secretário de Gabinete Civil, Álvaro Machado, fizeram uma “visita de cortesia” ao presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AL), desembargador Sebastião Costa Filho e ao corregedor regional eleitoral, desembargador José Carlos Malta Marques. 

HORA DE CRESCER

Enquanto isso, o ex-prefeito de Coruripe, deputado federal pelo PMDB, Max Betrão, trabalha a consistência de uma base política, fortalecendo outros partidos para a disputa eleitoral de 2016. Não é candidato, mas quer eleger prefeitos e vereadores para multiplicar os votos que lhe garantiram uma eleição folgada, em 2014, para seu primeiro mandato na Câmara Federal. Alimenta ambições maiores – uma candidatura majoritária, possivelmente para o Senado, em 2018. E isso, dificilmente será pelo PMDB de Renan Calheiros. Não há espaço para duas candidaturas dentro do mesmo partido.

O PSD, de Gilberto Kassab, está nos planos do deputado.

UNINDO FORÇAS

No time dos pequenos, o chamado G-8, que reúne PRTB, PT do B, PTC, PHS, PSDC, PSL, PEN, PRP e PPL, está com o bloco na rua, reunindo prefeitos e vereadores no interior do Estado, em encontros seqüenciais, e construindo uma aliança com vistas em 2016, mas já pensando, também, em 2018. Nesta quinta-feira (30), eles estiveram em União dos Palmares e o foco do encontro tem sido o mesmo: eleições, candidaturas e a sobrevivência dos pequenos partidos à reforma política.

“O G-8 surgiu para os partidos ‘nanicos’ ganharem espaço e ampliarem seus projetos e participação nas bancadas”, destaca o presidente estadual do PTC, Paulo Memória.

Segundo o presidente estadual do PRTB, Adeílson Bezerra, “é preciso já nortear os candidatos a prefeitos e vereadores para 2016”.

Líderes do G-8, reunidos em União dos Palmares (Foto: assessoria)

Líderes do G-8, reunidos em União dos Palmares (Foto: assessoria)

DE SAÍDA

Juntos, os partidos que integram o G-8 garantem até quatro minutos de propaganda eleitoral gratuita, tempo atrativo para um candidato a prefeito de Maceió, por exemplo. Mas não o suficiente para manter o único deputado federal que o PRTB elegeu no país: o ex-prefeito de Maceió, Cícero Almeida. Na mesma situação de Júlio Cézar no PSDB, Cícero também se considera sem espaço dentro do PRTB e não esconde seu desejo de trocar de legenda. Estuda como fazer isso, sem perder o mandato – conquistado, por mérito seu. Consciente de seus planos políticos, sabe que não tem muito tempo. Terá que resolver sua situação partidária até setembro próximo, em tempo de garantir a nova filiação para que esteja apto a traçar, com traquilidade, seu caminho de volta para a Prefeitura de Maceió.

E esse caminho, provavelmente, será o PL.

MUDA BRASIL

Enquanto isto, no Tribunal Regional Eleitoral, o registro de novos partidos políticos vai ganhando espaço na pauta. Nesta segunda-feira, o Pleno deferiu, por unanimidade, o pedido de registro dos órgãos de direção regional e municipais do Partido Muda Brasil (PMB). De acordo com o desembargador André Carvalho Monteiro, relator do processo administrativo que trata do registro, o partido apresentou toda a documentação necessária, inclusive tendo comprovado o apoio mínimo de um décimo do eleitorado que votou nas últimas eleições para deputado estadual.

IGUALDADE

Na semana passada, dia 23, também durante sessão do Pleno, o TRE deferiu o registro definitivo do Partido Igualdade (IDE) – órgãos de direção estadual de Alagoas. De acordo com o relator do Registro de órgão Político em Formação, desembargador Alexandre Lenine de Jesus Pereira, todos os documentos apresentados pela agremiação estão dentro do que prevê a legislação e todas as exigências foram preenchidas.Ele destacou que, como nas eleições de 2014, em Alagoas, a votação válida para o cargo de deputado federal foi de 1.384.584 votos, o apoiamento mínimo deveria ser de 1.384 eleitores, índice que foi ultrapassado pela legenda, cujas certidões acostadas aos autos, comprovam, segundo o relator, o apoio de 1.678 eleitores.

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