21 de janeiro de 2016 • 4:40 pm

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Com pouco espaço, motoristas sofrem para realizar manobras no alto de Ipioca

Obra de urbanização causa grandes transtornos para quem precisa entrar e sair do bairro

Por: Fátima Almeida
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Enquanto um carro faz a manobra, a fila cresce, na ladeira

Enquanto um carro faz a manobra, a fila cresce, na ladeira (*)

Com pouco espaço, motoristas sofrem pra fazer a volta no ônibus

Com pouco espaço, motoristas sofrem pra fazer a volta no ônibus (*)

(*) Fotos: Fátima Almeida

Ficou bonita a intervenção da Prefeitura de Maceió no alto de Ipioca, povoado onde nasceu Floriano Peixoto, no litoral norte da Capital.

A praça em frente à igreja centenária de Nossa Senhora do Ó ganhou calçadão para facilitar a circulação, a proteção e a visitação ao templo religioso, tombado pelo patrimônio histórico. E o mirante – de belíssima vista para o mar – foi revitalizado e contemplado com o totem “Eu Amo Maceió”, comemorativo ao bicentenário da capital alagoana.

A situação gera transtornos aos profissionais e à população

A situação gera transtornos aos profissionais e à população (*)

Tudo lindo! Mas quem projetou a obra não pensou na questão da acessibilidade urbana em toda a sua plenitude. O problema é que essa intervenção encolheu o espaço de circulação dos veículos e praticamente inviabilizou as manobras de ônibus e carros de serviços que ali, têm que se virar num verdadeiro vai e vem para fazer a volta na praça. É fim de linha.

E antes que alguém levante o dedo, a questão aqui não se resume à norma humanística de  priorizar o pedestre e o convívio urbano. Isso é pacífico. Mas é preciso viabilizar também o acesso do transporte coletivo, de veículos de combate a incêndio, viaturas de socorro e de outros serviços dos quais a população não pode prescindir, como a coleta de lixo.

Garis orientam manobra. enquanto caminhão do lixo espera a vez

Garis orientam manobra. enquanto caminhão do lixo espera a vez (*)

Aparentemente, quando se pensou no calçadão em frente à Igreja como um espaço de valorização do turismo, de convívio da população e de proteção ao monumento histórico, não se incluiu, nessa projeção, essa situação que hoje virou um verdadeiro transtorno.

As ruas estreitas e enladeiradas do povoado não deixam alternativa. Os ônibus têm que fazer manobra em frente à igreja, assim como os caminhões de lixo e outros serviços. Ali é o ponto final, não tem outras saídas.

Assim, fazer as manobras necessárias à volta no local virou uma verdadeira mão de obra. E enquanto o motorista de um desses veículos faz o torturante exercício de vai e vem, os outros vão se enfileirando, ladeira acima. Ninguém sobe nem desce, e na maioria das vezes o congestionamento cresce, com quatro, cinco ônibus parados na fila de espera, segurados na meia embreagem, aguardando a sua vez.

Em geral, cobradores, moradores, garis, têm que se revestir de ‘guarda de trânsito’ para orientar as manobras, como registramos em fotos.

A reclamação é geral. Até Floriano Peixoto deve estar torcendo o bigode para mais essa obra de engenharia do trânsito.

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