7 de julho de 2015 • 11:07 am

Esportes

Com um croata no comando, polo aquático do Brasil muda de patamar e sonha com medalha em 2016

Um projeto arrojado pode render para o Brasil uma medalha olímpica que ninguém imaginava que fosse possível nos jogos do Rio 2016. Em 2013, a Confederação Brasileira de Desportes Aquáticos (CBDA)…

Por: Roberto Boroni
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Sao Paulo/ SP, 15 de marco de 2008Campeonato Sul-Americano Absoluto de Esportes Aquaticos.Polo AquaticoBrasil 16x06 ColombiaFoto: Satiro Sodre - Divulgacao CBDA.

Bronze na Liga Mundial muda patamar do Brasil no cenário do polo aquático (Foto: CBDA)

Um projeto arrojado pode render para o Brasil uma medalha olímpica que ninguém imaginava que fosse possível nos jogos do Rio 2016. Em 2013, a Confederação Brasileira de Desportes Aquáticos (CBDA) apostou alto em contratar o croata Rakto Rudic, que é simplesmente tetracampeão olímpico comandando a Croácia, para treinar a Seleção Brasileira de Polo Aquático e tudo começou a mudar.

Linha dura e com muita bagagem para passar para os atletas, Rudic vem mudando a cara do esporte no Brasil e em apenas dois anos vem fazendo o polo aquático brasileiro conquistar resultados que muitos consideravam impossível. E não foi só a chegada do multi-campeão técnico croata que elevou o nível da seleção, o projeto da  CBDA é tão sólido que conseguiu repatriar atletas brasileiros que jogavam por outras seleções, como é o caso de Felipe Perrone, considerado um dos melhores jogadores do mundo e que nos últimos anos defendeu a equipe da Espanha.

Além de Felipe, o Brasil repatriou  também Adria Delgado (nasceu no Brasil, mas cresceu na Espanha), Paulo Salemi (filho de mãe brasileira) e Ives Alonso (cubano, casado com brasileira e que reside no país há cinco anos). E não para por aí o pacote de mudanças promovidas na seleção, já que para fortalecer  o time o croata Josep Vrlic, considerado um dos maiores jogadores do esporte no mundo, foi naturalizado. Pensando no alto rendimento, além de Vrlic o goleiro sérvio Slobodan Soro também deve  fazer parte desse projeto de alto rendimento.

E com apenas dois anos de trabalho, os primeiros resultados começaram a aparecer. No mês de junho o Brasil conquistou o inédito terceiro lugar da Liga Mundial ao derrotar o poderoso Estados Unidos nas penalidades máximas, depois de um empate por 10 a 10 no tempo normal. Durante a competição o Brasil venceu potências do esporte como Austrália, Croácia  e Cazaquistão.

Perto de estrear nos Jogos Pan Americanos de Toronto, o Brasil chega pela primeira vez na competição sonhando com a conquista da medalha de ouro. Rudic exalta o comprometimento de todos os atletas e ressalta que o projeto é fruto do talento brasileiro, já que apenas um jogador foi naturalizado. “Apenas o Vrlic não é brasileiro e os resultados que estamos conquistando é mérito do esforço e talento de todos. Estamos muito confiantes par este Pan e vamos enfrentar de igual para igual com americanos e canadenses”, disse ele.

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