15 de maio de 2017 • 6:42 pm

Política

Comissão da Câmara debate criação de rede proteção aos direitos humanos

Debate foi realizado em Maceió com representantes da sociedade civil organizada

Por: Da Redação com Assessoria
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Constituir uma rede de proteção e defesa dos direitos humanos no País, com a ajuda dos conselhos estaduais e instituições democráticas como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e as universidades brasileiras foi uma das propostas de consenso tirada na “audiência pública” da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, realizada nesta segunda-feira, 15, na sede da OAB-AL.

Deputado Paulão, presidente da Comissão da Cãmara.

O evento, presidente pelo deputado Paulo Fernando dos Santos (Paulão-PT) contou de

Comissão de Direitos Humanos da Câmara reúne entidades da sociedade civil

representantes da sociedade civil organizada, professores da Universidade Federal de Alagoas, do Conselheiro Federal da OAB, Everaldo Patriota, do vice-presidente estadual da Ordem, Ednaldo Maiorano, além de servidores públicos que militam no segmento.

A comissão expôs os dramas vividos atualmente por setores da sociedade, como jovens negros, quilombolas, índios e representantes do movimento LGBT ,bem como as mulheres que têm sido vitimas de violência no dia a dia, diante da omissão dos gestores das unidades federativas no País.

Em sua exposição, o advogado Everaldo Patriota condenou o retrocesso das políticas brasileiras no atual gestão do governo federal e considerou fundamental a iniciativa da Comissão da Câmara dos Deputados para retomar a luta em defesa dessas políticas que valorizam à cidadania. Na mesma linha seguiu o vice, preisdente da Ordem, Ednaldo Maiorano, destacando que a instituição não pode ficar à margem desse processo de retrocesso dos direitos humanos, considerando que ele depõe contra a democracia.

Pelo menos 17 representantes de instituições alagoanas se posicionaram em apoio à iniciativa da Comissão e firmaram compromissos em atuar na constituição e defesa da rede de proteção dos direitos humanos.

O presidente da Comissão, deputado Paulão, destacou que a iniciativa de levar esse debate pelo Brasil, a partir da audiência realizada em Maceió tem um significado simbólico, diante dos números da violência no Estado que voltaram a crescer. Segundo ele, a comissão voltará a capital alagoana para realizar atividades em áreas de risco para jovens negros e pobres da periferia que estão sendo vitimas da violência.

Instituições de governo foram convidadas para a audiência mas não participaram.

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