21 de novembro de 2016 • 7:33 pm

Brasil

Comissão de ética quer investigar Geddel, mas Temer segura ministro

O escândalo Geddel mostra um presidente da República refém do seu entorno político.

Por: Da Redação
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A Comissão de Ética Pública da Presidência da República, Mauro Menezes abriu processo de investigação do Ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, nesta segunda-feira, 21, em decisão unânime.

Apesar disso, o presidente Michel Temer disse que Geddel vai continuar n0 governo. O ministro foi denunciado pelo ex- ministro da Cultura, Márcio Calero, acusado de propor um maracutaia dentro nas decisões técnicas do técnicas do IPHAN (Instituto Patrimônio Histórico Nacional), para beneficiar um empreendimento imobiliário do qual seria sócio, na cidade de Salvador. O empreendimento foi erguido dentro de uma área tombada pela União.

Famoso pelas suas operações e pressões no campo político, Geddel atua em Brasilia como homem de confiança do Presidente da República, mas tem um curriculo semelhante ao do senador Romero Jucá, o novo líder do governo, e do ex-deputado Eduardo Cunha, preso pela operação Lava Jato.

O esquema armado por Geddel para beneficio próprio repercutiu na mídia de forma negativa para o governo. “Houvesse um presidente de fato, a esta altura teria convocado uma reunião de emergência de seu estado maior (político) para avaliar as decisões a serem tomadas. Mas é pequeno, sem iniciativa e sem comando. É um caráter fraco, donde se entende a ascendência que pessoas truculentas – como Geddel, Padilha e o próprio Eduardo Cunha – têm sobre ele”. Comentou o colunista e experiente jornalista brasileiro, Luis Nassif, em seu blog.

Para ele, o caso deixa ainda menor o Presidene brasileiro. A visão é que Temer é refém dessa politicagem que remete a corrupção no País.

 

 

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