5 de outubro de 2016 • 12:38 pm

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Compra de votos na eleição: o crime que nenhuma autoridade quer apurar

Passar a limpo essa história é o que menos se quer…

Por: Marcelo Firmino
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Na política quem ganha – e geralmente não importa como – comemora e quem perde de algum modo chora à derrota. As análises são as mais diversas possíveis. Desde as de pessoas simples antenadas nos acontecimentos políticos, até as visões dos analistas e cientistas do meio que se debruçam sobre cada detalhe do processo eleitoral. Uns apaixonados, outros mais racionais e assim o mundo segue.

Na eleição passada, o vereador de Maceió Wilson Júnior (PDT) foi eleito com  8.568 votos. Oriundo da TV, apresentador de programa de forte apelo popular, ele conquistou a vitória e tentou dar continuidade a seu projeto político na eleição atual. Não conseguiu. 

Segundo ele, a “avalanche de votos comprados” o derrotou. Aí é que está o nó da questão. O vereador não se aprofundou, mas, de certa forma, denunciou que seus colegas se reelegeram por que compraram votos na cidade. Se houve a compra de votos, houve crime.

Na verdade, todos sabem – inclusive as autoridades policiais e judiciais –  que a compra de votos existe, sabem quem compra e que tipo de operação é feita para que isso aconteça a cada eleição na capital e no interior. Quando há interesse do sistema o flagrante é feito. Mas, via de regra, não há a minima pretensão de autoridades mexerem nesse angu de caroço, por que, naturalmente, tudo gira em torno de amigos, parentes, aderentes e gente do mesmo grupo de convivência, seja na repartição pública ou da mesma do bar, ou ainda do jogo de futebol.

Passar a limpo essa história é o que menos se quer. Nem hoje, nem nunca.

 

 

 

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