11 de Maio de 2015 • 2:44 pm

Cotidiano

Conselho analisa nesta 3ª feira relatório de gestão da saúde em Maceió

Segundo relatou um membro do conselho a gestão da saúde pública em Maceió está na UTI e o prefeito Rui Palmeira (PSDB) faz vistas grossas.

Por: Da Redação
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Rui Palmeira: vistas grossas.

Rui Palmeira: vistas grossas.

 Sylvana medeiros, secretária

Sylvana medeiros, secretária

O Conselho Municipal de Saúde Maceió (CMS) reúne-se nesta terça-feira, 12, para analisar o relatório de gestão da Secretaria Municipal de Saúde do exercício de 2014. O quadro que se apresenta para  maioria dos conselheiros remete a uma negativa total da gestão, que já teve seu relatório de contas rejeitado no ano passado.

O agravante agora está no fato de uma auditoria do Ministério da Saúde dentro da secretaria Municipal ter constatado o desvio de mais de R$ 6 milhões. Mais três auditorias estão sendo feitas em áreas específicas da saúde municipal, inclusive no atendimento dos procedimentos de alta complexidade.

Na ata da rejeição do relatório de 2013 consta que nem secretária Silvana medeiros votou a favor das contas da própria administração. Medeiros se absteve na hora do voto. Diante disso, as contas foram rejeitadas por 19 votos a zero.

Dentro do conselho é voz corrente que os procedimentos adotados até então na gestão da saúde pela Prefeitura de Maceió vão levar ao estrangulamento do sistema na capital por absoluta falta de administração competente. O corte linear de 30% estabelecido entre os procedimentos dos prestadores do Sus afetou o usuário no balcão de atendimento, que acabou ficando sem a assistência assegurada por lei. Segundo relatou um membro do conselho a gestão da saúde pública em Maceió está na UTI e o prefeito Rui Palmeira (PSDB) faz vistas grossas e ouvidos de mercado para o tamanho do problema que vem sendo enfrentado pela população.

Em meio ao quadro explicito de ineficiência da pasta, o Conselho vislumbra problemas mais graves no futuro se não houver uma tomada de posição séria do próprio prefeito em relação à pasta, que logo no inicio da gestão já se apresentou atrapalhada, quando uma auditoria do Ministério apontou desperdício de recursos, superfaturamento em compras de medicamentos, entre outras irregularidades que foram enviadas ao Ministério Público Estadual, onde o caso está tramitando lentamente, mas com a seriedade que a matéria exige.

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