6 de julho de 2017 • 11:53 am

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Conselho de ética do Senado salva Aécio Neves pela segunda vez

Conselho com apoio da base aliada nega pedido para cassar senador tucano

Por: Da Redação
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Tal como as panelas que silenciaram no País, O Conselho de Ética do Senado decidiu nesta quinta-feira, 06, rejeitar recurso para desarquivar pedido de cassação do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Foram 12 votos a 4.

O arquivamento havia sido decidido de forma monocrática pelo presidente do conselho, João Alberto Souza (PMDB-MA). A ação protocolada pela Rede pedia que todos os integrantes do conselho analisassem a cassação. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor do recurso, disse que deve recorrer ao plenário da Casa.

Aécio Neves: ética na lata do lixo

O pedido de cassação foi baseado no artigo 5º do código de ética do Senado. Trata da quebra de decoro parlamentar:

  • Consideram-se incompatíveis com a ética e o decoro parlamentar: […] II – a percepção de vantagens indevidas (Constituição Federal, art. 55, § 1º), tais como doações, ressalvados brindes sem valor econômico”.

Aécio foi gravado pedindo R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, da JBS. Um caso de corrupção explícita já denunciado ao Supremo Tribunal Federal. Por muito menos, o Senado, impulsionado pelo próprio Aécio, cassou o mandato do ex-senador Delcídio Amaral. O pedido de cassação contesta alegação do senador  de que o dinheiro seria um empréstimo pessoal.

Trechos de gravações usadas em investigações e denúncia contra Aécio foram lidos pela oposição. Entre eles, um momento em que Frederico, primo do tucano, afirma que pensou “em fazer um contrato de compra e venda de uma sala só pra andar com um documento na pasta. Não, acabei de vender uma sala, o cara quis pagar em dinheiro”. Frederico completa com a seguinte frase: ‘A tua sala lá, algum apartamento, sinal da venda de um apartamento, daí rasga a porra depois.”

Para a oposição, o trecho indica que a tese de empréstimo foi “pensada e forjada”. “O primo de Aécio, Frederico, queria um documento que pudesse justificar as transações“, afirmou o senador João Capiberibe (PSB-AP). “A gente pode fechar os olhos para isso, mas o povo não vai fechar os olhos em nossa direção.”

Aécio ganhou força com o apoio da ala governista. Os senadores dos partidos aliados ao governo no Congresso votaram a favor do tucano. “Acreditar na versão do Ministério Público é injusto. Qualquer um pode ser investigado, não há demérito em ser investigado, o demérito é ser condenado“, afirmou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).

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