11 de julho de 2015 • 10:04 am

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Considerado, o fazendeiro e a luz negra no clube de Paulo Jacinto

Pense num cara metido é esse Considerado. Aparece hoje e pra fazer média com o ‘chefe’ disse que já esteve em uma grande festa em Paulo Jacinto. Fiquei incrédulo. Já…

Por: Pequeno Polegar
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Pense num cara metido é esse Considerado. Aparece hoje e pra fazer média com o ‘chefe’ disse que já esteve em uma grande festa em Paulo Jacinto.

Fiquei incrédulo. Já não basta o mar de perturbação todos os dias por aqui e o cara chega agora com essa.  É o tipo do negócio da alma que quer reza.

Para não perder o costume perguntei: – Você esteve lá no baile da Chita, Considerado?  – Também fui, mas estive em outra festa no clube que tinha uma luz negra…

Percebi que o sujeito estava querendo falar mal de algo ou de alguém.  Festa no clube com luz negra é como escurinho do cinema a gente só se percebe na penumbra, o que facilita a interação afetiva entre os casais.

O jeito é estimular e saber o que ele viu por lá sem que o chefe ouça ninguém falar mal da terra dele. Antes mesmo que perguntasse o espaçoso começou a falar. Segundo disse, nos anos 80 o clube de Paulo Jacinto tinha inaugurado a luz negra do dancing e todo fim de semana o som de boate era garantido.

Jovens com toda adrenalina, festeiros por excelência, reuniam-se no salão e a coreografia ficava por conta de cada um. Ser rei ou rainha do dancing dava mais prestígio.

Considerado chegou lá como um autêntico bailarino da capital. Disse que fazia sucesso com as  rodopiadas no salão. – Muita mulher e eu deslizando pelo salão só no estilo. – Disse.

– Considerado me diga aí e qual era a música?

– Tinha muitas de sucesso.

– Mas qual a que você dançava mais?

– La Bionda.

– La Bionda?

– Esse era o nome do grupo. A música era “Onde For You, One For Me”.

– Sim… Lembro bem.

– Agora vou te dizer uma coisa Pequeno. Seu eu pego a jornalista ‘Bleinia’ nessa música eu viro ela pelo avesso.

– Tome jeito cara… Ela nem de dançar gosta.

– Sei não. Vou convidá-la pra ir no  ‘Buga’ comigo.

– Como é a história? No ‘Buga’?  Homem termine a sua história da luz negra, antes que nossa amiga chegue aqui e solte as feras em cima de você.

Só um sujeito desnaturado, sem noção, sem a menor intimidade com a colega iria fazer-lhe tal convite. O pior é que ele é assim. Escapou de uma boa.

– Mas você se deu bem na luz negra, em Paulo Jacinto?

– Não houve tempo.

– Como não?

– É que apareceu um fazendeiro  atrás da filha e acabou a festa.

– Como assim? Quem era ele?

– O nome dele era  Antonio Lisboa. A festa estava rolando a gente tudo dançando  e ele entra procurando a filha, que era uma menina bonita, tranquila…

– E o que houve?

– Ele viu uma escuridão danada e gritou o nome dela: – Marta, o que houve aqui? O clube não pagou e a Ceal cortou a luz foi?

– Não papai é a luz negra do clube.

– Não quero saber de luz negra não que na minha casa nasceu tudo branquinho.

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