20 de novembro de 2015 • 10:46 am

Entretenimento

Coretfal comemora 40 anos com grande espetáculo no Deodoro: Cantotempo

‘Cantotempo fala dessa emoção. Fala sobre a função da arte, não apenas artisticamente, mas como gatilho de transformação social e humana’ – Fátima Menezes, maestrina

Por: Da Redação com Assessoria
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Neste sábado, 21, e no domingo, 22, vozes afinadas e conscientes do som que fazem vão ecoar no palco do Teatro Deodoro, em homenagem aos 40 anos do Coretfal. O coro estará brindando os macieonses com o espetáculo Cantotempo.

O evento faz parte também das comemoraçõe dos 200 anos de Maceió.FB_IMG_1447599871116

O Coretfal foi criado em 1975, pelas mãos da maestrina Maria Augusta Monteiro, com o objetivo inicial de difundir a cultura musical entre as antigas Escolas Técnicas Federais. É formado por cantores entre 15 e 60 anos, oriundos de diferentes realidades sociais.

A partir da década de 80, já sob a regência da maestrina Fátima Menezes, o coral desenvolve um trabalho pioneiro, difundindo e valorizando a Música Popular Brasileira e o folclore nordestino em toda sua riqueza rítmica e melódica, nos espetáculos temáticos Canto por Todos os Cantos, Ecos: Brasil 500 Anos, Cantando o Natal, Retrato Cantado do São Francisco e Baião de Dois – que misturam música, teatro, dança e efeitos tecnológicos.

Tem dois CDs gravados (Cantos por todos os cantos e Cantando o Natal) e vem participando de encontros e festivais de coros em vários estados do Brasil e países da América Latina e Europa, onde conquistou diversos prêmios nas categoriasMúsica Popular e Música Folclórica.

Produziu e apresentou A Flauta Mágica, de Mozart, primeira ópera montada no Estado de Alagoas e, como Ponto de Cultura EnCantando a Vida, chancelado pelo Ministério da Cultura, realiza o programa Música & Cidadania que ampliou os horizontes do grupo na perspectiva do protagonismo e da inserção sociocultural por meio de ações como oficinas de música instrumental, expressão corporal, liutheria e técnica vocal; concertos didáticos; e mostras artísticas extensivas à comunidade do entorno, incluindo jovens, crianças e pessoas com deficiência.AMJ_1334 (3)

Nosso tempo é quando, quanto, porque! – Cantotempo tem direção musical e regência de Fátima Menezes e direção geral e roteiro de René Guerra. A preparação vocal e os arranjos instrumentais estão sob responsabilidade de Felipe Oliveira e Bruno David, respectivamente. Isabelle Rocha cuida da preparação corporal e coreografia e Flávio Rabelo do projeto de iluminação. Mari Jatobá assina o figurino e Alex Cerqueira a maquiagem. Gal Monteiro responde pela assessoria de comunicação, enquanto os créditos de design gráfico e produção audiovisual vão para o Estúdio Atroá.AMJ_1168

Em cena, os 40 cantores do Coretfal querem expressar o profundo sentimento de gratidão e comunhão com o sagrado, com as pessoas, com a música que permeia a alma da trupe feito DNA, feito condição para existir e ser feliz. Querem falar de seus sentimentos em relação ao grupo e do tempo que passou – construindo tantas histórias, imprimindo tantas marcas nos personagens dessas narrativas.

O espetáculo reúne, no repertório, grandes nomes da MPB – Milton Nascimento e Fernando Brant (Louva-a-Deus), Gilberto Gil (Domingo no Parque), Caetano Veloso (Alguém cantando), Chico Buarque (Cio da terra), entre outros – e da música mundial como Naomi Shemer (Yerushalayim Shel Zahav) e Leonard Cohen (Hallelujah), na perspectiva de viajar no tempo, nas memórias edificadas nessas quatro décadas de atuação – não apenas no imaginário dos que passaram pelo grupo e dos que permanecem, mas no âmago do público que acompanha essa trajetória de total dedicação à música e suas derivações.

Na “mais completa tradução” dessa nova produção do Coretal, René Guerra afirma que Cantotempo fala sobre “o poder da música em relação ao destino das pessoas; sobre o tempo de cantar; sobre a capacidade que o cantar em coro tem de transformar vidas; sobre o sonho de ser artista. Eu diria que é um espetáculo de celebração à vida e aos encontros proporcionados pela arte”

Maceió viu o grupo nascer e crescer – O trabalho, cuja produção e montagem levou quase um ano, apresenta elementos do canto coral em músicas que acompanharam os caminhos do grupo – das sacras às populares – aliados à dança e à teatralização. A encenação mistura música a indumentárias peculiares, depoimentos projetados em vídeo, cartas e outras linguagens artísticas e tecnológicas.

Segundo René, do ponto de vista da direção/roteiro/encenação, este trabalho é mais flexível, porém mais complexo que os anteriores (Retrato Cantado do São Francisco e Baião de Dois), também dirigidos por ele: “nos dois outros espetáculos trabalhamos com pessoas que não se encontravam ali, presencialmente. Dessa forma, o roteiro servia como mapa. Neste, a execução do roteiro está concentrada na luz e no figurino. A luz participará criativamente. É assim mesmo, cada processo com seus vestígios. E isso só acontece quando se estabelece uma forma de fé no processo e no resultado desse salto. A liberdade que marca essa montagem busca chegar ao que o espetáculo quer dizer e não o contrário. Nesse sentido, o espetáculo é aberto à compreensão do espectador: é o público que vai dizer por onde deseja caminhar” diz ele.

E o processo de montagem deste espetáculo caminhou guiado, sobretudo, pela intuição do diretor, dos profissionais convidados com votos expressos de confiança e do grupo: “quando as músicas foram levantadas, comecei a seguir uma intuição que foi se transformando à medida que eu me encontrava com o grupo, acompanhando e costurando todas as fases da montagem. O conceito está posto, mas nada está engessado. Parafraseando Vinícius de Moraes, eu reafirmo: Nosso tempo é quando”.

A soprano Mari Jatobá, integrante mais antiga do grupo, com 36 anos de canto coral, afirma, comovida: “estar no palco celebrando o aniversário de 40 anos do Coretfal é como assistir a um filme da minha vida, onde a música é o artista principal”.

Para a maestrina Fátima Menezes, “40 anos cantando é uma experiência muito singular e emocionante. É como ser testemunha do tempo. Cantotempo fala dessa emoção. Fala sobre a função da arte, não apenas artisticamente, mas como gatilho de transformação social e humana – não de uma pessoa, mas de todo um grupo, de toda a cidade de Maceió que viu o grupo nascer e crescer e agora nos acolhe em seus 200 anos”.

Serviço:

O que: Espetáculo CANTOTEMPO – Coretfal, 40 anos

Realização: Fundação Municipal de Ação Cultural (200 anos de Maceió)

Promoção: Coretfal

Onde: Teatro Deodoro

Quando: dia 21/11, às 20 horas / Dia 22/11, às 19 horas

Informações e reservas: 98882-8353

99831-0021 (Assessoria de Comunicação Coretfal)

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