23 de maio de 2017 • 11:48 pm

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Corrupção: a doença contagiosa que corrói o país

A impressão que se tem é de que tudo no Brasil tem o carimbo do roubo, da fraude e da corrupção, da fila do banco ao futebol,

Por: Fátima Almeida
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Nos últimos tempos, a impressão que se tem é de que tudo neste nosso país tem roubo, corrupção, fraude; que não se compra mais um copo de água sem que alguém esteja ganhando por fora; não se constrói uma igreja, uma estradinha em um beco qualquer sem o artifício do superfaturamento da obra; não se compra um material escolar para um filho sem que diretores de escolas esteja ganhando das editoras.

São tantas atitudes condenáveis praticadas também pelos que tanto criticam, como furar fila, jogar lixo nas ruas, usar vagas prioritárias, pedir àquele amigo para adiantar seu processo, e por aí vai, numa lista imensa de pequenas e corriqueiras corrupções nossas do dia a dia.

Têm de tudo, todos os dias, há muitos anos, em matéria de corrupção – e não é nada estranho que se espalhe também nos negócios do futebol.

Hoje a Polícia Federal cumpriu mandados de prisão contra um assessor especial da Presidência da República, Tadeu Filippelli e os ex-governadores do Distrito Federal Ângelo Queiroz e José Roberto Arruda, na chamada Operação Panatenaico, desencadeada pela PF e Procuradoria da República no Distrito Federal, para apurar suspeitas de fraudes e propina nas obras do estádio Mené Garincha para Copa do Mundo de 2014.

Com um orçamento inicial de aproximadamente R$ 600 milhões (coisa já estranha para um estado que não tem tradição em futebol), a obra chegou ao final com uma soma de gastos superior a R$ 1,5 bilhão (mais que o dobro – R$ 900 mil – acima do valor projetado).

Terá sido um simples erro de cálculo ou o nome disso é superfaturamento, como suspeita a Polícia Federal?

Ilustração / Internet

E pelo jeito, estamos expandindo os ‘negócios’ escusos, além fronteira. É o que nos indicam as prisões do ex-presidente do Barcelona FC, Sandro Rosell e da sua mulher Marta, nesta terça-feira, por suspeita de lavagem de dinheiro relacionada aos direitos de imagem da nossa seleção canarinha.

Segundo o jornal esanhol Él País, Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, também é alvo da operação denominada “Rimet”, uma referência ao ex-presidente da FIFA, Jules Rimet.

A propósito, Sandro Rosell, que foi o diretor da Nike no Brasil e o responsável pela negociação do contrato com a CBF para que a empresa americana se tornasse a fornecedora de material esportivo da seleção Brasileira, também é

 acusado de suposta fraude fiscal na contratação de Neymar pelo Barcelona em 2013.

A bola vai rolar. Vem mais caldo grosso por aí.

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