17 de maio de 2015 • 9:37 am

Política

CPI nacional da violência contra jovens negros e pobres faz sessão em Maceió nesta segunda

Mapa da Violência diz que em Alagoas a média de homicídios é superior ao dobro da média nacional, que é de 29 assassinatos para cada 100 mil habitantes.

Por: Da Redação com Assessoria
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CPI foi formada na Câmara dos Deputados

CPI foi formada na Câmara dos Deputados

Estão em Maceió o deputado Reginaldo Lopes (PT/MG) e  deputada Rosângela Souza (PRB/ RJ), respectivamente presidente e relatora da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga no País a violência contra jovens negros e pobres.

A CPI faz sessão especial na Assembleia Legislativa, a partir das 15 horas desta segunda-feira,18. Alagoas é o terceiro Estado visitado pela comissão que já esteve no Rio de Janeiro e na próxima semana estará na Bahia.

A vinda da comissão  a Alagoas tem uma razão de ser, segundo o deputado federal Paulão (PT-AL), integrante da CPI. Disse ele que a realidade de Alagoas é preocupante, pois o Estado apresenta a maior média de assassinatos do país, com 64,6 casos a cada 100 mil habitantes, pelos dados do Mapa da Violência de 2014. Em segundo lugar neste ranking da violência vem o Espírito Santo (47,3) e em terceiro, o Ceará (44,6).

Na maioria das vezes, as vítimas são jovens de 15 a 29 anos, negros, do sexo masculino, que residem na periferia”, afirmou Paulão, acrescentando que os crimes não são apurados devidamente e, por isso, não existe punição, o que aumenta ainda mais a violência.

Ainda segundo o deputado, com os últimos oito anos de governo do PSDB o Estado entrou em processo de “involução” em todas as áreas, o que repercutiu no rebaixamento do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e agravou o problema da violência. “Hoje Alagoas apresenta o menor IDH do Brasil, de 0,631. Todos os esforços devem ser feitos, no sentido de mudar este quadro, começando com um forte investimento em educação, para dar oportunidades aos jovens”, observou.

Participarão da sessão da CPI na Assembleia, representantes de movimentos sociais, autoridades, parentes de vítimas de violência e pesquisadores, além de representantes das instituições de defesa social no Estado.

 

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