16 de agosto de 2016 • 12:47 pm

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Crea analisa relatórios do TCU sobre auditoria no Canal do Sertão

Conselho sugere que recursos suspensos continuem em Alagoas para serem reutilizados no desenvolvimento do Estado

Por: Vinicius Firmino
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De acordo com o relatório, há indícios de que as obras nos trechos 3, já inaugurado, o 4 – ainda em construção -, e o 5, apenas licitado, tiveram valores estimados acima do preço real

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Alagoas (Crea-AL), por meio do seu presidente, Fernando Dacal, protocolou no Tribunal de Contas da União (TCU), um ofício requerendo que a instituição disponibilize cópias do relatório da auditoria realizada sobre as obras do Canal do Sertão, que, segundo a comissão dos auditores, alguns trechos licitados foram superfaturados em mais de R$ 100 milhões.

No encontro, Crea sugeriu que recursos suspensos continuem em Alagoas para serem reutilizados no desenvolvimento do Estado

No encontro, Crea sugeriu que recursos suspensos continuem em Alagoas para serem reutilizados no desenvolvimento do Estado

No encontro com o secretário de Controle Externo do órgão em Alagoas, Claudivan da Silva, o Conselho ainda sugeriu que, se realmente for constatada as supostas irregularidades, ao invés do recurso ser devolvido ao governo federal, ele possa ser reinserido na continuidade de uma das maiores obras hídricas do Nordeste, ofertando emprego e mais desenvolvimento para Alagoas.

“Recentemente o Crea Alagoas aderiu, junto a Federação Nacional da Engenharia, o movimento Engenharia Unida que incentiva a retomada do crescimento da economia brasileira. Assim, defendemos a busca de soluções para o desenvolvimento do Brasil e a devolução do valor utilizado na obra, não vai ajudar muito o progresso de Alagoas. Nosso interesse é que os recursos continuem no Estado e que sejam utilizados na geração de emprego e na economia”, destacou o presidente do Crea Fernando Dacal.

A iniciativa deve-se ao plenário do Conselho, que aprovou, por unanimidade, a propositura do conselheiro e coordenador da Câmara de Engenharia Civil, Marivaldo Coutinho.

Segundo o relatório, há indícios de que as obras nos trechos 3, já inaugurado, o 4 – ainda em construção -, e o 5, apenas licitado, tiveram valores estimados acima do preço real e por isso os recursos para a última etapa ficaram bloqueados.

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