26 de Maio de 2017 • 10:39 am

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Crianças negras praticamente são rejeitadas para adoção no Estado

No Estado há 40 crianças para serem adotadas e 316 pessoas habilitadas para adotar

Por: Da Redação com Assessoria
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No Cadastro Nacional de Adoção no País existem na atualidade mais de 4 mil e 800 crianças para serem adotadas. Desse total, 40 estão em Alagoas, que tem 316 pessoas habilitadas para o processo de adoção, segundo dados revelados pelo Poder Judiciário, através da Corregedoria Geral de Justiça.

Crianças negras são discriminadas na adoção

O grande problema é que a maioria dos pretendentes busca por recém-nascidos, de cor branca, sexo feminino e sem irmãos. Essa, no entanto, não é a realidade encontrada nos abrigos, segundo  a juíza Laila Kerckhoff, auxiliar da Corregedoria

Segundo ela, são muitas as crianças e os adolescentes de cor negra, que já estão com a idade mais avançada, possuem irmãos ou algum tipo de deficiência. “É importante que haja uma flexibilização do perfil, para que a fila da adoção ande mais rápido”, disse a magistrada.

Discriminação – Via de regra os candidatos à adoção valorizam a cor da criança e dos próprios olhos. A discriminação tem sido a responsável pelo acúmulo de crianças e adolescentes negros nos abrigos.

 

Para o juiz Alberto de Almeida, da 1ª Vara da Infância e Juventude de Arapiraca, a desburocratização do processo de adoção passa por essa ampliação no perfil escolhido pelos pretendentes. “Passa pela atitude das famílias e também pela melhor estruturação dos Juizados”, explicou.

O Cadastro Nacional de Adoção é uma ferramenta que auxilia os juízes das Varas da Infância e da Juventude na condução dos processos de adoção, em todo o país. Além de mostrar os pretendentes que estão habilitados, mostra ainda as crianças e os adolescentes aptos para serem adotados.

Para o promotor de Justiça da 1ª Vara da Infância e da Juventude de Palmeira dos Índios, Rogério Paranhos, é importante que esse cadastro seja respeitado. “Há todo um caminho para que os pretendentes se habilitem. Entendo que a criança e o adolescente ganham quando a fila é respeitada”.

Os dados do judiciário dizem ainda que no Estado há 25 instituições de acolhimento em Alagoas, sendo 18 no interior e sete na Capital. Nesses abrigos estão 411 crianças e adolescentes acolhidos, sendo que 40 estão em processo legal de adoção.

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