26 de outubro de 2016 • 12:34 am

Brasil

Crise institucional escancara as portas do Brasil sem liderança

Arrogância, abuso de autoridade, prepotência e ausência de credibilidade são conteúdos da crise

Por: Da Redação
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Em um Brasil desprovido de lideranças com credibilidade a crise institucional escancara às portas e deixa em maus lençóis os três poderes atrapalhados. No meio da há crise há um conteúdo de arrogância, prepotência, abuso de autoridade, ingerência indevida e de anunciada falência das instituições. O quadro do Brasil é caótico.justiçaa

A gota d’água da crise institucional foi causada pela ação da Polícia Federal, deflagrada na última sexta-feira (21), que resultou na prisão de seguranças do Senado expôs o dilema do Legislativo sobre a extensão das investigações da Operação Lava Jato.

Acusados de desarmar grampos implantados a mando da Justiça em casas de parlamentares investigados por corrupção, três dos agentes de segurança já foram libertados por decisão da Justiça, mas o chefe da Polícia do Senado, Pedro Ricardo Araújo, ainda continua preso.

A iniciativa do líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO), de elaborar um documento em apoio ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e questionando o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a ação da PF no Senado e nas casas de senadores não obteve apoio entre os colegas. Os líderes do DEM, Pauderney Avelino (AM), e do PPS, Rubem Bueno (PR), se recusaram a assinar o abaixo assinado com críticas à Polícia Federal e à Justiça.

O texto elaborado por Jovair para criticar a Lava Jato admite que há uma “crise institucional” entre Justiça e Legislativo, com respingos no Executivo. O abaixo assinado idealizado pelo parlamentar goiano diz ainda que a Operação Mértis, da PF, foi ilegal e atropelou as atribuições e prerrogativas do Congresso. Mas nem o apelo ao corporativismo mobilizou os líderes, que desconfiaram da atitude do coordenador da bancada do PTB.

A iniciativa de Jovair ocorreu algumas horas depois que a presidente do Supremo, ministra Carmen Lúcia, durante reunião do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), criticou RenanCalheiros, sem citar o nome do parlamentar. “Queremos também, queremos não, exigimos o mesmo e igual respeito para que a gente tenha democracia fundada nos princípios constitucionais. Todas as vezes que um juiz é agredido, eu, e cada um de nós juízes é agredido”, disse a ministra.

Depois de chamar o juiz federal de primeira instância Vallisney de Souza Oliveira de “juizeco”por ter determinado a prisão dos quatro segurança e a busca e apreensão nas casas de senadores, nesta terça-feira (25) Renan Calheiros voltou a criticar a ação da PF. “Eu acho que faltou uma reprimenda do juiz que usurpou a competência do Supremo Tribunal Federal. Porque toda vez que alguém da primeira instância usurpa a competência do Supremo Tribunal Federal e quem paga a conta é o Legislativo, e sinceramente, respeitosamente, não dá para continuar assim”, afirmou o senador.

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