24 de Maio de 2016 • 1:24 pm

Saúde

Crise pode levar 95% dos alagoanos a depender do Sistema Único de Saúde

Alerta foi feito hoje pela secretária de Estado da Saúde, apontando ainda carência no número de leitos hospitalares

Por: Da Redação com Assessoria
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O agravamento da crise financeira, e os cortes que o governo anuncia para as áreas da Saúde e Educação, devem aumentar o número de alagoanos que dependem do Serviço Único de Saúde (SUS). Hoje, em entrevista à TV Gazeta, a secretária de Estado da Saúde, Rosângela Wyszomirska, disse que, atualmente, 80% da população dependem da rede pública, percentual que pode chegar a 95%.

Na entrevista, a secretária afirmou que a superlotação das unidades de saúde continua sendo um dos grandes problemas do Sistema. Alagoas, revelou ela, tem uma carência de mais de dois mil leitos hospitalares.

Entretanto, a secretária ressaltou que o número pode ser ainda maior. “Essa perda, nós consideramos que ela é maior do que isso. Porque nós temos em torno de 5 mil leitos cadastrados no código, mas o grande problema é a efetiva existência desses leitos. Muitas vezes eles estão no cadastro, mas isso não é efetivo”, explicou a secretária de Saúde.

Ela disse que as deficiências da atenção básica, ou seja, a falta de assistência nos postos e unidades de saúde, geram a superlotação dos hospitais. “Se a atenção básica fosse realmente suficiente, nós teríamos um menor fluxo de pacientes para os hospitais. Como isso não acontece em vários estados, não só em Alagoas, nós temos esse grande fluxo de pacientes para os hospitais. Nas urgências, 70% do atendimento poderia ter ido para a atenção básica”, declarou Rosângela Wyszomirska.

Uma solução para amenizar os problemas no Estado –apontou ela,  é a construção de sete unidades de saúde. “Elaboramos uma proposta que o governo aprovou, que é da construção de novos leitos. Em Maceió vamos ter três hospitais de grande porte e no interior mais quatro”, prometeu.

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