21 de junho de 2016 • 12:39 pm

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Cunha diz em entrevista que pedido de prisão contra ele é um ato rídiculo

Presidente afastado da Câmara diz que negociou com Jacques Wagner os votos do PT no Conselho de Ética.

Por: Da Redação
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O presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), voltou a falar com a imprensa nesta terça-feira (21), atacou o PT e disse que está tendo sua defesa cerceada desde que teve seu mandato suspenso pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Afirmou ainda que, a partir de agora, pretende dar entrevistas com regularidade para dar sua “versão dos fatos”. Considera que o pedido de prisão da PGR contra ele é um ato rídiculo.

Segundo Cunha, ele se reuniu três vezes com ex-ministro da Casa Civil Jaques Wagner antes de aceitar o processo de impeachment de Dilma na Câmara. No terceiro encontro, que aconteceu no Palácio do Jaburu, segundo o peemedebista, o então vice-presidente organizou o encontro, mas deixou Cunha e Jacques a sós. “Jaques Wagner ofereceu não só os votos no Conselho de Ética, mas o controle total do presidente do Conselho”, relatou citando o deputado José Carlos Araújo (PP-BA), presidente do Conselho de Ética e baiano, como Jaques Wagner.

O peemdebista contesta a versão da defesa de Dilma de que ele teria dado andamento ao impeachment por vingança, depois de o PT não tê-lo apoiado no Conselho de Ética. Segundo Cunha, o que aconteceu foi o inverso: ele que não aceitou apoio dos deputados do PT. Segundo Cunha, Jaques “chegou ao ponto de oferecer, que não iriam incluir nenhuma discussão sobre a presença da minha mulher e da minha filha, com a separação do inquérito no qual eu já estaria respondendo. Quem estava propondo era o governo, não era eu, além de soar como chantagem”.

Na semana passada, o parecer do relator do Conselho de Ética, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), favorável à cassação, foi aprovado por 11 votos a 9.

Defesa – Cunha disse estar “absolutamente convicto” de que não mentiu à CPI da Petrobras sobre as contas no exterior. Lembrou que foi ao colegiado por livre e espontânea vontade. Afirmou que sua defesa tem sido cerceada desde que foi afastado da Câmara e atacou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

“É absurdo”, disse sobre o pedido de sua prisão protocolado pela PGR e ainda em análise no Supremo Tribunal Federal. “Qualquer estagiário do direito vai entender o ridículo da peça [que pede sua prisão]“,atacou. Para ele, as três justificativas de seu pedido de prisão: atos da mesa diretora, nomeações no governo Temer e entrevista dizendo que trabalharia normalmente na Câmara são “ridículos”.

 

 

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