21 de outubro de 2016 • 4:13 pm

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Cunha diz que vai falar e gera correria dentro do Palácio do Planalto

Assessores de Michel Temer correram para alertar o chefe, preocupados com uma possível delação de Cunha

Por: Da Redação
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Assessores do presidente Michel Temer iniciaram uma corrida desenfreada nesta sexta-feira, 21, pelos corredores do Palácio do Planalto,  logo após o ex-deputado federal Eduardo Cunha revelar aos seus advogados que vai colocar a boca no trombone. O fato deixou a todos preocupados, considerando que Cunha sempre foi um dos homens de confiança de Temer.

Os advogados dele logo disseram à imprensa que Cunha está disposto a colaborar com as investigações da Operação Lava Jato. “Eu quero falar, eu vou falar”, teria afirmado o ex-presidente da Câmara.

Segundo informações do jornal Valor,  a intenção inicial de Cunha seria de depor sem fechar acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF). Os defensores de Cunha, no entanto, o alertaram para as implicações decorrentes da confissão fora de uma colaboração. Processado por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-deputado está sujeito à uma sentença que, em tese, pode ultrapassar 20 anos, caso o juiz federal Sergio Moro opte por condená-lo às penas máximas previstas pelos delitos a que responde.

Ainda de acordo com o Valor, Cunha já foi informado por seus advogados de uma exigência da qual o MPF não abre mão para começar a conversar sobre um eventual acordo, caso haja interesse por parte dos procuradores: ele terá de concordar com o cumprimento de um período mínimo de três anos, em regime fechado, se de fato passar à condição de delator da Lava-Jato – e o acordo for homologado.

A reportagem destaca que desde que foi encarcerado na custódia da Polícia Federal (PF) em Curitiba, na quarta-feira, Cunha teve conversas longas e tensas com integrantes de sua equipe de advogados.

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