13 de setembro de 2016 • 8:12 am

Blogs » Política

Cunha foi cassado pelos ex-amigos do cargo, graças a moeda nova

O clássico exemplo do quem com ferro fere…

Por: Marcelo Firmino
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Print this page

Debochado, arrogante, presunçoso e corrupto até a alma. Assim, Eduardo Cunha se imaginou ser um político “top” no País com o foco em chegar à Presidência da República. Subiria à rampa do Planalto à frente dos seus ex-aliados do baixo clero e do alto também, os quais no final da noite desta segunda-feira, 12, viraram-lhe às costas na votação da cassação do mandato dele.

Já cassaram tarde. Graças às manobras de Cunha o processo durou onze meses. Nunca antes na história uma tramitação de cassação durou tanto. Mas, enfim, “fora Cunha”.edcunhaaa

Com toda certeza o Brasil não amanhece nem melhor e nem pior no meio dessa história. Mas por tudo que andou aprontando, usando cargo e funções, desmoralizando instituições, chicoteando colegas de parlamento e promovendo o enriquecimento ilícito dele da família, Cunha sentiu a queda. Até por que sabe que o coice virá quando a justiça, com as provas que tem das práticas criminosas dele, colocá-lo na cadeia.

O triste é perceber que entre os homens e mulheres de mandatos na política brasileira Eduardo Cunha não foi uma ave rara. Há no parlamento nacional uma infinidade de Cunhas que agem sorrateiramente em meio ao lamaçal que se tornou o Congresso Nacional e a própria atividade política no País.

Nunca é demais repetir. Alí não há anjos, nem santos. A cassação desse corrupto mor não se deu por que ele “mentiu” à CPI da Petrobrás, nem por que a consciência dos colegas dele falou mais alto e resolveram dar um basta na história. Nada disso. Foi cassado por que quem lhe apoiava no Planalto, como o Presidente Michel Temer, resolveu lhe tirar o apoio, na tentativa de melhorar sua própria popularidade. Só que, para garantir a cassação, Temer precisaria ter uma conversa de pé de orelha com os líderes das bancadas aliadas. E com eles não há conversa se não houver um toma lá da cá. E assim foi feito.

Se Cunha usou dinheiro de suas “Trust” no exterior para comprar parlamentares e se tornar presidente da Câmara, não seria exagero dizer que agora alguém usou da mesma metodologia – talvez com moeda diferente – para garantir a cassação do corrupto. Ele sabe disso e saiu da sessão da Câmara culpando o presidente da República pela cassação.

É o exemplo clássico do quem com ferro fere…

Deixe o seu comentário


Publicidade