27 de julho de 2015 • 5:39 pm

Blogs » Marcelo Firmino

Da beleza ao descaso: assim é a vida no sertão alagoano.

Politicos e gestores fazem não dão a mínima para a região.

Por: Marcelo Firmino
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Print this page
WP_20150724_009

A beleza do cenário sertanejo com tempo bom

Quando a seca vai embora a vida o sertão brota de todas as formas. O cenário se transforma e a convivência entre os seres se tornam muito mais harmônica. As fotos nesta pequena fazenda do semiárido alagoano dçao a exata dimensão de como seria o dia a dia do sertanejo se a temporada de estiagem não existisse.

Mas se o cenário no campo mudou, no rio São Francisco, que corta vários municípios sertanejos, o drama ainda é o mesmo.

Vida em abundância.

Vida em abundância.

O assoreamento tem afetado consideravelmente o leito do rio e, a rigor, não se vê nenhuma autoridade constituída e muito menos politicos com mandatos a manifestar qualquer tipo de preocupação com o velho Chico.

Não sai da Assembleia Legislativa Estadual, nem do Congresso Nacional, nenhum tipo de manifestação objetiva e sincera na defesa do rio São Francisco.

As vilas de pescadores já desapareceram da beira do rio. O pescado já não rende.  Os gestores cruzam os braços e os que viviam da pesca agora vivem do bolsa família.

O assoreado e agonizante velho Chico, em pleno sertão alagoano.

O assoreado e agonizante velho Chico, em pleno sertão alagoano.

Tudo isso muito conveniente para uma classe política que adora ter o controle da vida dos eleitores. Quanto mais dependerem de suas benesses, mas interessantes se tornam.

Tem sido assim a regra do jogo para quase todos e em todos os partidos políticos. Enganação e discurso fácil.

Naturalmente que isso não está  restrito a questões pontuais do semiárido alagoano, mas, infelizmente a tudo que envolve políticas públicas neste Estado. Tudo que não se quer, entre gestores políticos com mandato é deixar de lado a belíssima zona de conforto para trabalhar em defesa de um bem maior, que deveria ser a coletividade e o bem público.

Lamentavelmente, assim não é.

Deixe o seu comentário