13 de junho de 2015 • 11:11 am

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De mulher pra mulher. Trabalhadora rural é a nova presidente da CUT-AL

Sindicalista assume em momento crucial de negociação salarial e fala em unificar as lutas do campo e da cidade

Por: Fátima Almeida
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Sai Amélia, entra Rilda. CUT-AL continua sob comando feminino (Foto Gilberto Farias / cortesia)

Sai Amélia, entra Rilda. CUT-AL continua sob comando feminino (Foto Gilberto Farias / cortesia)

Terminou na última segunda-feira o mandado de Amélia Fernandes à frente da Central Única dos Trabalhadores em Alagoas (CUT-AL). Ela até que poderia ter ido para um segundo mandato, e assim estava previsto, mas na última hora, alegou questões pessoais e não concorreu. Em seu lugar, em chapa única, foi eleita, no último congresso estadual da entidade, a trabalhadora rural Rilda Maria Alves.

Em sua despedida, Amélia destacou o fato de que a CUT-AL continuará sendo dirigida por uma mulher. “Desejo à companheira Rilda muito sucesso nesse novo desafio, que mostra a força da mulher na luta pela manutenção e ampliação dos direitos da classe trabalhadora”.

Em sua chegada, Rilda fala do grande desafio de aproximar os trabalhadores do campo e da cidade, em suas lutas em defesa da cidadania e da garantia dos direitos fundamentais da classe.

Diretora da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag-AL), Rilda tem 44 anos, é agricultora no povoado Bananeiras, município de Arapiraca e iniciou sua trajetória defendendo os direitos de trabalhadoras da indústria fumageira, onde labutava desde adolescência, numa época em que as condições de trabalho eram desumanas, em ambiente degradante, com carga horária exaustiva e salários aviltantes. “Um dia, junto com uma prima, conseguimos fazer com que todos parassem a produção por uma hora, para forçar os patrões a dialogar conosco e ouvir as nossas queixas. E conseguimos”, relembra ela.

Desde então, nunca mais parou.

Ingressou no movimento sindical como delegada de base do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Arapiraca/AL, foi eleita para a diretoria da Fetag, e chegou à 2ª vice-presidência da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).

Rilda Maria chega à presidência da CUT num momento crucial, em que as negociações salariais dos servidores públicos caminham para o limite das decisões entre o fechamento das negociações coletivas ou a deflagração de uma greve geral.

“Aqui estou, diante de mais um grande desafio. E vamos à luta! Salário digno, condições de trabalho, saúde e educação são bandeiras de todos os trabalhadores: do campo ou da cidade”, define a nova presidenta da CUT-AL.

A luta continua, pois!

1 Comentário

  1. Excelente artigo de Fátima Almeida!

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