19 de agosto de 2016 • 5:27 pm

Brasil » Política

De olho na sessão do impeachment, Renan e Dilma se encontram

Na saída do Palácio da Alvorada, Calheiros criticou os anos de aliança entre PT-PMDB e garantiu que este novo momento político do País, o partido peemedebista já soma muita experiência para não repetir os erros passados

Por: Vinicius Firmino
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Print this page
Presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) concede entrevista. Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

Segundo Renan, o encontro foi mais uma conversa institucional. Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

A presidente afastada Dilma Rousseff (PT) e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) estiveram juntos nesta sexta-feira (19), no Palácio da Alvorada. Por aproximadamente duas horas, e na companhia dos ex-ministros Nelson Barbosa (Fazenda) e Eleonora Menicucci (Mulheres), o peemedebista e a petista conversaram sobre a sessão de julgamento final do impeachment da petista, que começará a ser analisado pelos senadores a partir da próxima quinta (25). Mais uma vez o presidente do Senado Federal não quis falar se votará nesta última fase.

“Foi mais uma conversa institucional. Fizemos uma avaliação de como estamos enxergando a conjuntura”, disse sem detalhar a opinião de cada um.

No final do encontro, durante a saída do palácio, Calheiros deu a entender seu desejo. Criticou os anos de aliança entre PT-PMDB, afirmando que, neste novo momento político do País, o partido peemedebista já soma muita experiência para não repetir, agora com os novos aliados do PSDB, a “relação periférica” que era mantida com o governo petista.

“Acho que é fundamental uma participação mais direta do PSDB no governo, na definição de diretrizes, na especificação de políticas públicas. Acho que o PMDB tem muita experiência para não repetir na relação com o PSDB, a relação periférica que o partido teve com o PT”, declarou.

De acordo com Renan, eles também trataram do roteiro que foi estabelecido entre o Senado e o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, e a ida da presidente ao Senado no dia 29 de agosto, quando ela fará um discurso aos parlamentares e responderá a questionamentos.

Deixe o seu comentário


Publicidade