5 de março de 2016 • 4:07 pm

Saúde

Defensoria processa Prefeitura por direitos de pacientes renais

A situação é gravíssima e envolve muita vidas. Para muitos desses pacientes, ficar sem atendimento pode representar uma sentença de morte.

Por: Da Redação com Assessoria
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Ilustração / Internet

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Pessoas com problemas renais crônicos estão deixando de receber tratamento adequado, em Maceió, por determinação da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). De acordo com denúncia encaminhada à Defensoria Pública do Estado, por representantes do Conselho Municipal de Saúde (CMS) e da Associação dos Renais Crônicos e Transplantados de Alagoas (Arcal), o problema vem ocorrendo há cerca de três meses, porque a SMS teria proibido os hospitais conveniados de receber novos pacientes, depois de atingir o teto fixado por ela.

Segundo informou o presidente da Arcal, José Wilton da Silva, o teto fixado pelo município é insuficiente e muitos pacientes não têm recebido tratamento adequado. Ele informou, na denúncia, que desde que a Secretaria estabeleceu essa determinação, os pacientes novos encaminhados para tratamento não conseguem vagas nos hospitais da rede conveniada, o que tem agravado a situação de saúde dessas pessoas, com riscos de morte. E disse, incluisve, que já há notícias de óbitos em decorrência desse problema.

A denúncia, junto com a documentação comprobatória da falta de atendimento, foi protocolada no Núcleo de Direitos Humanos Difusos e Coletivos da Defensoria, que promete ajuizar ação requerendo que o município seja obrigado a garantir o atendimento a esses pacientes. A informação foi repassada à imprensa, por meio da assessoria do órgão.

SEM  MEDICAMENTOS – A Defensoria Pública divulgou também que, segundo José Wilton, mesmo os pacientes antigos, que ainda recebem tratamento nos hospitais, têm sofrido pela dificuldade de marcar exames, e em decorrência da falta de alguns medicamentos, como o hidróxido de ferro, que serve para evitar que os pacientes desenvolvam anemia profunda.

De acordo com o grupo, a situação é gravíssima e envolve muita vidas. Para muitos desses pacientes, ficar sem atendimento pode representar uma sentença de morte. Segundo dados repassados pela Associação, Maceió conta com mais de 180 máquinas de hemodiálise, distribuídas em seis hospitais conveniados pela Prefeitura, para serviços de terapia renal substutiva. No entanto, com exceção do Hospital Universitário (HU) – que não tem capacidade para atender a toda a demada – nenhum dos demais hospitais está recebendo novos pacientes.

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