16 de novembro de 2015 • 8:25 pm

Brasil

Delator diz que Pasadena pode ter envolvido propinas de até US$ 100 milhões

Carvalho é o mais novo delator da Operação Lava jato

Por: Da Redação
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De acordo com depoimento de Agosthilde Mônaco de Carvalho, funcionário da área internacional da Petrobras e mais novo delator na Lava Jato, o fim do processo judicial da estatal com a sócia belga Astra Oil pode ter rendido propinas entre US$ 80 milhões e US$ 100 milhões.

Em depoimento, ele disse que a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, em 2006, pode ter sido induzida por interesses políticos.

Carvalho participou da negociação e, em depoimento na última semana, afirmou aos investigadores da Polícia Federal que, na época em que a Petrobras pagou US$ 416 milhões por metade de Pasadena, já era sabido que a refinaria norte-americana estava sucateada. Os envolvidos chamavam-na de “ruivinha” em decorrência da ferrugem de suas estruturas.

Ao alertar sobre as más condições de conservação da refinaria, Carvalho conta que Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional, teria dito “não se meta, Mônaco, isto é coisa da Presidência”.

Em acordo de delação premiada, Carvalho conta que ouviu Cerveró dizer que matariam “dois coelhos com uma única cajadada” com a compra de Pasadena: sabia-se que José Sérgio Gabrielli, então presidente da Petrobras, tinha “compromissos políticos a saldar” e, além disso, que o grupo começaria a refinar óleo nos Estados Unidos.

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