31 de janeiro de 2016 • 8:42 pm

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Delatores indicam mais cinco contas de Eduardo Cunha no exterior

Se forem confirmadas, sobre para nove o número de contas movimentadas pelo presidente da Câmara Federal, fora do Brasil.

Por: Fátima Almeida
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O acordo de delação premiada firmado entre os empresários Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Júnior, da Carioca Engenharia, e a Procuradoria Geral da República complica ainda mais a vida do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), investigado na Operação Lava Jato.
De acordo com a Folha de São Paulo, documentos de transferências bancárias no exterior, entregues pelos empresários na delação (e aos quais o jornal teria tido acesso), revelam que o presidente da Câmara teria recebido propina em pelo menos mais cinco contas, até então desconhecidas pelo governo brasileiro.
Se a denúncia for confirmada,  já serão nove contas no exterior, ligadas ao parlamentar peemedebista, considerando as quatro descobertas em outubro, na Suíca, envolvendo ele e sua família.
Os valores informados somam US$ 3,9 milhões entre 2011 e 2014, enviados de contas dos delatores na Suíça para cinco contas no exterior, indicadas por Eduardo Cunha, segundo eles teriam informado.
A reportagem diz que, de acordo com os empresários, os valores referem-se a propina para Cunha conseguir liberação de verbas do Fundo de Investimentos do FGTS para o projeto do Porto Maravilha, no Rio.
A Carioca Engenharia obteve a concessão em consórcio com as construtoras Odebrecht e OAS. De acordo com a Folha, a liberação teria sido feita por influência do aliado de Cunha, Fábio Cleto, que ocupou uma vice-presidência da Caixa Econômica Federal e também o conselho do Fundo de Investimentos do FGTS.

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