26 de julho de 2017 • 11:36 am

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DEM e PSDB salvam Temer e os homens de Brasília serão eternos

Esse é o roteiro traçado no Bandeirantes, depois de um jantar da fina flor do tucanato com os líderes do DEM

Por: Marcelo Firmino
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É quase sempre nas caladas da noite que o meio político brasileiro decide os rumos do País, seja para o bem ou para o mal. Basta lembrar os rotineiros jantares de Michel Temer com o ministro do STF, Gilmar Mendes, nos porões do Jaburu ou em mansões à beira do lago Paranoá, em Brasília.

Mas, o jantar mais em evidência agora é o da cúpula do DEM com os líderes tucanos do PSDB, em São Paulo, quando o governador da aristocracia paulista, Geraldo Alckmin, convidou restrito grupo de comensais, entre eles o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para uma conversa de pé de orelha, regada a um bom Pinot Noir, em pleno Palácio dos Bandeirantes.

Maia e Alckmin: isso é a felicidade.

Aconteceu na última sexta-feira, 21, e lá se decidiu o futuro da política nacional. Ou melhor, decidiram deixar como está. Salvam Temer da degola e continuam transitando nababescamente no governo que lhes serve.

Essa história de denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR), corrupção, ministros na Lava Jato, rejeição de 94% dos brasileiros ao presidente da República, tudo isso, é conto da carochinha. Ou, como dizem, é só para criminalizar a política e os políticos.

Ah sim, tudo isso foi verdade mas no governo passado. Lá e só lá havia corrupção. Agora não. Os homens do poder em Brasília são gentis, elegantes, honestos, fiéis e pessoas do bem voltadas para os mais puros e saudáveis interesses públicos. Ou ainda como costumam repetir, são figuras de legítimos “interesses republicanos”.

E não adianta agora o Procurador da República de Curitiba, Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos responsáveis pela Operação Lava Jato, declarar que “muitas pessoas que apoiavam a investigação só queriam o fim do governo Dilma e não o fim da corrupção“.

Como é, autoridade?

É isso e assim sempre será. Os homens de Brasília serão eternos.

 

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