29 de Março de 2016 • 12:25 am

Política

Debandada. Ministro do Turismo é o primeiro do PMDB a deixar o governo

Partido oficializa decisão de deixar o governo nesta terça-feira. Além de Henrique Eduardo Alves, outros seis ministros devem entregar o cargo.

Por: Fátima Almeida
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Henrique-Eduardo-AlvesO PMDB oficializa nesta terça-feira (29)  a saída em massa do governo Dilma Rousseff, como foi decidido hoje, em reunião de cúpula, em Brasília. Mas o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, preferiu não esperar o amanhecer. Abriu a porta e deu início à debandada, logo após a decisão do partido, na noite desta segunda-feira. Atrás dele virão outros seis ministros e um incontável número de ocupantes de cargos de segundo e terceiro escalões.

Afinal, por seu tamanho e seu poder de voto no Congresso, o partido do vice-presidente da República, Michel Temer e do presidente do Senado, Renan Calheiros, sempre foi farto em ocupar o bônus do governo, assegurando para si, pelo poder de barganha, a maior fatia na divisão dos cargos no governo Dilma, do qual particpa ativamente, desde o início.

Em sua carta de demissão, o ministro Eduardo Alves fala em “coerência”, “lealdade”, e refere-se ao momento nacional que coloca o seu partido, o PMDB, onde está há 46 anos, “diante do desafio de escolher o seu caminho, sob a presidência de meu companheiro de tantas lutas, Michel Temer”.

Na convenção que vai oficializar a saída do partido – por aclamação – nesta terça, deverá ser aprovado um prazo de duas semanas (até 12 de abril), para que todos os peemedebistas entreguem os cargos que ocupam no governo federal. Mas dificilmente o governo, ferido de morte, vai esperar esse tempo. A não ser que isso signifique a possibidade de assegurar, ainda, dentro do partido, alguns votos contrários ao processo de impeachment, o que, a essa altura, é pouco provável.

Confira a carta de demissão de Eduardo Alves

Fac-símile de carta de demissão do ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves, do PMDBReprodução

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