3 de agosto de 2017 • 5:49 pm

Política

Denúncia: Centros Integrados são frágeis e já estão superlotados

Policiais reclamam de riscos com paredes de alvenaria, infiltrações e espaço físico reduzido.

Por: Da Redação com Assessoria
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Rachaduras e infiltrações são problemas apontados pelos policiais.
Fotos: Sindpol/AL

Enquanto o governo comemora a redução no número de homicídios, os policiais reclamam da qualidade dos Centros Integrados de Segurança Pública (Cisp’s), unidades que estão sendo espalhadas pelo Estado como instrumento na luta contra a criminalidade. Um exemplo é o Cisp do município de Ouro Branco que, segundo o Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol/AL)apresenta graves problemas estruturais menos de três meses depois de inaugurado.

Undiades como a de Ouro Branco, no sertão do Estado, já estão com superlotação.

O aponta de infiltrações nas paredes, o forro do teto que está caindo, da água que vem do carro-pipa, e das maçanetas das portas que apresentam defeitos. Um outro problema é que os Cisp já está superlotado. Com capacidade para quatro presos, lá já estão 15 detentos.

O Sindpol vem denunciando as precárias estruturas dos CISPs de Murici, Boca da Mata e Girau do Ponciano. O vice-diretor Jurídico do Sindicato, Ricardo Nazário, chama a atenção ao alto custo de cada CISP: R$ 1 milhão e 200 mil, quando a estrutura não oferece espaço físico, segurança e acomodação nem aos policiais, nem à população.

A água que chega às torneiras é considerada inservível.

As paredes internas são feitas de alvenaria, o que torna a estrutura frágil. Existe apenas um banheiro para 14 pessoas, entre policiais civis e militares. Os alojamentos da Polícia Civil e da Polícia Militar foram projetados em um espaço apertado, cabendo apenas duas camas. Há problema na instalação hidráulica. A água dos banheiros não desce pela tubulação, acaba retornando ao piso. O piso apresenta rachadura e afundamento no solo.

Em Murici, a falta de água é constante, e a qualidade é inapropriada para uso humano, apresentando cor escura.

O vice-diretor Jurídico do Sindicato, Ricardo Nazário, ressalta que o custo de cada Cisp poderia recuperar mais de 30 delegacias em Alagoas.

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