15 de abril de 2015 • 8:11 am

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Ser denunciado por corrupção não estava nos planos de Téo Vilela

O que o Ministério Público Estadual não viu durante o governo de Teotônio Vilela Filho, o Ministério Público Federal não deixou passar e decidiu denunciar o ex-governador pelo desvio de…

Por: Marcelo Firmino
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téo vilelaO que o Ministério Público Estadual não viu durante o governo de Teotônio Vilela Filho, o Ministério Público Federal não deixou passar e decidiu denunciar o ex-governador pelo desvio de R$ 1,4 do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A ação coloca sob suspeita a tese tucana de que a gestão de oito anos em Alagoas foi limpa e transparente. Falava-se que não havia corrupção.

O MPF ainda colocou na lista dos denunciados o ex-governador José Wanderley, o ex-secretário de Educação, Adriano Soares e o procurador de contratos e convênios da PGE, Ricardo Méro. A investigação do Ministério Público constatou que a Secretaria de Educação aderiu à ata de registro de preços da Prefeitura do Recife, para formalizar contratos com a empresa WEJ – Livraria e Papelaria Ltda com preços superfaturados, segundo apurou o Tribunal de Contas da União. Os preços estavam 20% a mais do que os praticados no mercado.

Ao aderir a ata recifense os gestores alagoanos de então não observaram que ela havia sido prorrogada no vizinho Estado de forma ilegal. Se a denúncia for acatada pela Justiça Eleitoral, o processo será mais uma pedra no sapato do ex-governador Teotônio Vilela, que já havia se livrado do rumoroso caso “Operação Navalha”, por que na legislatura passada a Assembleia Legislativa não deu autorização para que ele fosse processado.

Além disso, em um rol de denúncias na secretaria de Educação feitas pela promotora Cecília Carnaúba, Vilela também contou com a beneplácita ação do MP, em 2013, que tornou nulos todos os casos e determinou o arquivamento de cada caso.

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