21 de junho de 2016 • 3:06 pm

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Depois da queda do avião de Eduardo Campos algo de estranho ficou no ar

Díficl se torna a cada dia de investigação e delações separar o joio do trigo

Por: Marcelo Firmino
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Eduardo Campos, enquanto candidato a presidente da República, foi endeusado, aclamado, chorado, quase canonizado, sobretudo depois de morto. Mas, partiu sem que ninguém encontrasse uma explicação plausível, honesta, para o uso do jatinho que caiu com ele dentro e gerou a tragédia que todos conhecem. Campos, assessor e os tripulantes morreram na tragédia, em pleno território paulista.

Ficou no ar a celeuma sobre a propriedade da aeronave. A quem pertencia? Nem a família quis se explicar e nem os amigos de ocasião se manifestaram, embora todos soubessem quem eram os donos. Algo de estranho e podre ficara no ar, a partir de então. Nem Marina morena quis tocar no assunto, enquanto sucessora da candidatura a presidente.

Melhor mesmo era dizer que o homem era um santo. Afinal, já estava morto.

Campos e a história maculada.

Campos e a história maculada.

Acontece que na política não há anjos nem santos. E a mentira não prevalece por tanto tempo por mais que seja repetida cotidianamente.

 

Assim, demorou mas a Policia Federal descobriu que a aeronave que cortava os ares do Brasil, com Campos à bordo, era propriedade de um grupo criminoso de São Paulo, financiador da campanha do então líder político pernambucano.

Homem de discurso fácil. De carisma indiscutível e simpatia inquestionável. Mas, político na essência que para atingir seus objetivos faria qualquer coisa até se associar a uma Orcrim.

Organização criminosa esta que, segundo a Polícia Federal teria tido a participação no pagamento de propinas durante a campanha de Campos para governador e depois de presidente da República. As movimentações financeiras nas contas da organização revelaram o caminho das pedras para a PF.

Em sintese, tudo isso só serve para dizer que o País está dominado. Que o mal da política brasileira não é o partido A ou B. É a própria classe política.

Portanto, dificl se torna a cada dia de investigação e delações separar o joio do trigo.

 

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